quarta-feira, 27 de abril de 2011

Climatinê: Pânico 4

Review feito por Monitor. Publicado originalmente em: http://blogclimax.blogspot.com/2011/04/climatine-panico-4-por-monitor.html



Pânico nos anos 90 se tornou um classico do gênero de horror por se aprofundar nas questões que constroem o gênero de maneira descontraida e, porque não, pop.Numa época onde essa mesma cultura pop começa a perceber seu real poder e importância, Pânico foi um desses filmes que culminou por mostrar como a geração daqueles dias via os filmes e a cultura ao redor deles. Então, o que esse novo Pânico trás, depois de 12 anos desde o ultimo filme, o que ele acresenta? Nada. E é por esse motivo que o filme é genial.

Antes de mais nada, vamos a sinopse: Sidney Prescott (Neve Campbell) agora é autora de um livro de auto-ajuda, e retorna para Woodsboro na última parada de sua turnê para promover o lançamento. Lá, ela reconecta-se com o xerife Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox) - agora casados, assim como sua prima Jill (Emma Roberts) e sua tia Kate (Mary McDonnell). Infelizmente, o retorno de Sidney também traz Ghostface(de volta com a voz do Macaco Louco, Roger Jackson) de volta, colocando Sidney, Gale e Dewey, junto com Jill, seus amigos e toda a cidade de Woodsboro, em perigo. Inspirado em vários filmes de terror, o assassino retorna, mas desta vez, as regras são baseadas em remakes de filmes.

Se a trilogia original focava como um filme de terror funciona em sua estréia e suas sequências, agora ele mostra o funcionamento dos remakes e o objetivo disso de ser a nova versão "oficial" para novas audiências, recriando os passos do classico, mesmo que isso não tenha o mesmo sucesso do que o original. O filme mostra também as facilidades de hoje em dia qualquer um fazer seu filme (de terror) virar realidade e fazer que essas mortes sejam vanglorizadas, sem ser levadas a serio, indicando também outra critica de Wes Craven: se algo se extende por tempo demais,(neste caso) a sensação de terror se perde, e tudo vira um looping de repetições, a novidade se perde.

O filme não trás exatamente novidades, já que os acontecimentos são os mesmos do primeiro Pãnico, e dái vem o golpe de mestre de Wes Craven: ele fez um filme fraco de proposito só pra comprovar aquilo que todo mundo já sabia: remakes são uma bosta.O filme é todo sobre isso,e não se leva a serio para trazer o tema a tona."Stab" ainda é relembrado em mini-festivais de terror, mas todos estão excitados com os velhos-novos atentados.Gale vê a volta das mortes na cidade como oportunidade a voltar a ser jornalista e automaticamente voltar a ser util. O unico que não quer mudanças no caso são Sidney, finalmente em paz consigo mesma e ajudando pessoas que também enfrentaram problemas serios, e Dewey, confortavel na posição de Xerife de cidade pequena.

Temos na parte jovem do elenco espelhos exatos e modernizados dos personagens do primeiro filme, com a diferença que partes deles já sabem das regras, e também com algumas inversões e homenagens de detrás das cenas que só os fãs da serie entenderam.No final das contas, Wes Craven não pode ter feito um grande filme, mas provou ter bolas por ter feito um filme abaixo da média só pra comprovar uma teoria.E isso merece ser respeitado e torna a experiência de ver o filme melhor ainda.

Nota:7,5

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CinemaScope: Em Outros Reinos - Thor nos Filmes

Publicado originalmente em: http://www.uarevaa.com/2011/04/cinemascope-em-outros-reinos-thor-nos.html


Com a chegada do Thor nos cinemas semana que vem, o CinemaScope dessa semana vai falar sobre as outras aventuras do Deus Nórdico da Marvel nos filmes, sejam animações ou live-action. Vamos a lista.


O Retorno do Incrivel Hulk
Ano:1988 Diretor:Nicholas Corea e Bill Bixby


O doutor David (Bruce) Banner para o resto do mundo está oficialmente morto. Mas o que não sabem é que David simulou sua morte e construiu uma nova vida, e mantem o seu mosntro interior, o Hulk, controlado. Mas após uma tentativa de roubo do aparelho que controla a radiação gama em seu corpo, Hulk volta a cena e Banner é obrigado a fugir outra vez. mas não sozinho, já que seu amigo e antigo estudante Donald Blake, durante uma viagem nas montanhas geladas da Noruega, trouxe o Deus do Trovão Thor para Midgard, e agora ele tenta manter o Asgardiano longe de problemas enquanto ele tenta se adaptar a vida em sua nova casa. No caso deste filme para a TV, Donald Blake (Steve Levitt) e Thor(Eric Allan Kramer) são elementos separados, um não se transforma no outro, e ter fortemente elementos vikings classicos em seu visual(o que não considero uma coisa ruim ao todo).




Os Supremos/Os Supremos 2
Ano:2006 Diretores: Curt Geda e Steven E. Gordon (Supremos 1),Will Meugniot e Dick Sebast (Supremos 2)


No caso tanto Supremos 1 e 2 seguem de maneira mais amenizada e com mudanças os acontecimentos da revista ecrita por Mark Millar e desenhada por Bryan Hicht. No filme 1 eles enfrentam uma raça de alienigenas enquanto no segundo filme eles tem que defender Wakanda de uma invasão inimiga.Thor ainda é o mesmo personagem das HQs (até então), um medico que se descobriu ser o deus do trovão, mas sua participação nos filmes é curta.Em ambos os filmes a voz foi feita por David Boat.




Next Avengers: Heroes of Tomorrow
Ano:2008 Direção:Jay Oliva e Gary Hartle


Num futuro distante, os Vingadores não estão mais juntos como equipe, com cada um cuidando de sua vida. Mas seus filhos são obrigados a se unir quando o inimigo que causão a queda do grupo, Ultron, volta para finalizar o trabalho.No caso Thor não tem grandes participação na historia dando mais foco a sua filha Torunn (voz de Brenna O'Brien). O personagem foi dublado por Michael Adamthwaite.




Hulk VS
Ano:2009 Direção:Sam Liu, Frank Paur


Quando a MArvel finalmente aprendeu a fazer filmes animados direitos foi com esse filme em duas partes, mostrando o Hulk caindo na porrada com o Wolverine e Thor. No caso da parte do Thor, Loki decide de uma vez por todas destruir Asgard e submeter seu irmão Thor a humilhação,e para isso toma controle da mente do Hulk para fazer a merda acontecer dentro do reino, e com possiveis resultados catastroficos. No filme ele é dublado por Matthew Wolf.




Planeta Hulk
Ano:2010 Direção:Sam Liu


Planeta Hulk adapta o arco de historias onde após ser isolado no espaço plea sociedade secreta Iluminatti, o Hulk acaba caindo num planeta arena onde é obrigado a virar um gladiador contra outros alienigenas, sem saber que sua chegada por ser o estopim pára uma revolução. No caso Thor só faz uma participação no filme, mas outros elementos importantes do personagem, como Korg (pertencente a raça das Criaturas de Pedra do qual Thor enfrentou em sua primeira aparição em Jorney Into Mystery #83) e Bill Raio Beta (substituição a altura do Surfista Prateado no longa animado).





Thor: Tales of Asgard
Ano: 2011 Direção:Sam Liu


Mostrando a infância de Thor e Loki, antes das tragedias do futuro lhe abaterem, conhecemos a historia de quando ambos partiram em busca dalendária espada de Surtur que (pelo que deu a entender nos trailers) está em Jotunheim, lar dos Gigantes de Gelo.O resultado dessa aventura vai ser o ponto inicial do molde de carater dos irmãos enquanto pode desencadear uma nova guerra dentro de Asgard.No filme, que saiu essa semana nos states (e no Torrent mais proximo), o personagem é novamente dublado por Matthew Wolf.




Bem, espero que isso tenha te animado pro fim de semana que vem, quando Thor chegar nos cinemas brasileiros antes dos Estados Unidos (WINNING) e com review meu do filme durante o fim de semana proximo! Estejam ligados!



segunda-feira, 18 de abril de 2011

CinemaScope: Consciência em Longa Metragem

Publicado originalmente em: http://www.uarevaa.com/2011/04/cinemascope-consciencia-em-longa.html



http://2.bp.blogspot.com/_vqr586h0UZM/TR-4V8h99GI/AAAAAAAAEGI/YfCQEKWo8T0/s1600/cinemascope.GIF
Na Semana da Consciência do Uarevaa, decidi mostrar alguns filmes que falam sobre vários assuntos, mas que de certa maneira mostra a reação só só entre os personagens do filme mas também com seu publico diante de certos temas que devemos ter consciência se aquilo é certo ou errado, ou descobrir de fato o que seria o certo e o errado dentro do mundo que vivemos. Alguns filmes daqui são famosos, outros nem tanto, mas é a prova que certos assuntos sérios podem chegar ao público nem a necessidade de cagar regra.


Quanto Vale ou é Por Quilo?
Ano: 2005 Direção: Sérgio Bianchi

O filme faz uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que formam uma solidariedade de fachada. O filme faz uma grande crítica às ONGs e suas captações de recursos junto ao governo e empresas privadas.

Gran Torino
Ano: 2008 Diretor: Clint Eastwood

Veterano da Guerra do Vietnã e empregado aposentado da Ford vê sua vida mudar quando finalmente percebe que sua vizinhança mudou, contendo gente jovem fazendo coisas de gente experiente, imigrantes e a violência das gangues, enquanto faz amizade com um jovem vietnamita. Preconceito, economia e uma atuação ducaralho de Clint em um de seus melhores filmes recentes, na frente e atrás das cameras.

Super Size Me
Ano: 2004 Diretor: Morgan Spurlock

Numa America onde o fast food se tornou a alimentação simbolo da nação, Morgan Spurlock decide fazer um documentário falando sobre como um regime diario baseado em McDonalds pode fazer com a pessoa.Além disso, mostra uma sociedade dominada pelas marcas comercias e vitimas da pessima alimentação.

Vinhas da Ira
Ano: 1940 Diretor: John Ford


Homem sai da prisão e tem que liderar sua familia em busca de uma America tomada pela Grande Depressão Econômica.Um dos melhores filmes do diretor John Ford, vemos uma America menos bela e utópica que custuma aparecer, além de um retrato serio da de como era a vida após a quebra da bolsa de 1929.

Segunda Feira ao Sol
Ano: 2002 Diretor: Fernando Aranoa


Uma cidade costeira no norte da Espanha sofre com seu isolamento quando seus estaleiros começam a ser fechados, deixando vários trabalhadores desempregados à mercê de pequenas ocupações temporárias. Entre eles está Santa (Javier Bardem), um machão rebelde e auto-suficiente que se recusa a admitir o fracasso. Mas a verdade é que ele e seus companheiros, dos quais ele se torna uma espécie de líder, são perdedores completos, mergulhados no alcoolismo e em crises familiares.

Billy Elliot
Ano: 2000 Diretor: Stephen Daldry


Billy Elliot (Jamie Bell) um garoto de 11 anos que vive numa pequena cidade da Inglaterra, onde o principal meio de sustento são as minas da cidade. Obrigado pelo pai a treinar boxe, Billy fica fascinado com a magia do balé, ao qual tem contato através de aulas de dança clássica que são realizadas na mesma academia onde pratica boxe. Incentivado pela professora de balé (Julie Walters), que vê em Billy um talento nato para a dança, ele resolve então pendurar as luvas de boxe e se dedicar de corpo e alma dança, mesmo tendo que enfrentar a contrariedade de seu irmão e seu pai sua nova atividade. Ótima historia sobre pontos de vista e mudanças sobre o que é certo e errada para uma pessoa que começa a tomar suas primeiras decisões.

Pom Poko - A Grande Batalha dos Guaxinins
Ano: 1994 Diretor: Isao Takahata

O crescimento de Tóquio durante os anos 60 originou uma explosão urbanística nos subúrbios; montanhas foram aplanadas e florestas abatidas. Os tanuki, uma espécie de guaxinins, vêem-se ameaçados pelo desenvolvimento dos humanos: a área habitável reduz-se, bem como os recursos alimentares. A falta de comida conduz a guerras internas, mas a sabedoria dos anciões canaliza a energia e a frustração de todos os tanuki contra o inimigo comum: o Homem.Antes de James Cameron cagar o sci-fi ecologico com Avatar, boa parte das historias vindas do Studio Ghibli são sobre este temas: ficção cientifica, ecologia e tradições, como por exemplo Nausicãa e Princesa Mononoke.

Tropa de Elite 2
Ano: 2010 Diretor: José Padilha


Nascimento (Wagner Moura), agora coronel, foi afastado do BOPE por conta de uma mal sucedida operação. Desta forma, ele vai parar na inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Contudo, ele descobre que o sistema que tanto combate é mais podre do que imagina e que o buraco é bem mais embaixo. Seus problemas só aumentam, porque o filho Rafael (Pedro Van Held) tornou-se adolescente, Rosane (Maria Ribeiro) não é mais sua esposa e seu arqui inimigo Fraga (Irandhir Santos) ocupa posição de destaque no seio de sua família. Quem viu o filme saiu tendo grandes discuções sobre a politica no país,e os grandes estragos que o filme causaria caso chegasse antes das eleições.Já falaram muito sobre o filme aqui.

A Corrente do Bem
Ano: 2000 Direção: Mimi Leder


Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo. Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos e incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado "pay it forward", em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas. Surpreendentemente, a idéia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida.

Bem, espero que vocês tenham curtido. Próxima semana começaremos o esquenta para o filme do Thor com... alguma coisa. Inté

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Plantão do Monitor: Mulher Maravilha - Hiketeia

Publicado originalmente em: http://blogclimax.blogspot.com/2011/04/plantao-do-monitor-mulher-maravilha.html


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Hiketeia na antiga mitologia grega seria quando alguem cria com você uma relação de depêndencia mutua com alguem que fez algo muito errado, um crime por exemplo. Você direitos e deveres com essa pessoa, assim como a culpada também tem esse direito. Mas como em toda tragédia grega, o drama é constante e o caos é iminente.

Mulher Maravilha: Hiketeia é uma historia escrita pelo grande Greg Rucka(Mulher Maravilha Vol 2, Gotham Central) e desenhada por JG Jones (52, Y: O Ultimo Homem) e foi publicada originalmente no ano de 2002, e ainda é uma das melhores histórias da Mulher Maravilha não só da decada passada mas de todos os tempos.

A trama mostra quando uma jovem chamada Danielle Wellys procura Diana, agora não só uma super heroina mas tambem embaixadora de Themyscera no mundo dos homens, pedindo a Hiketeia, uma proteção contra crimes em troca de tratamento justo e mutuo entre as partes. Diana, seguindo as tradições fielmente, aceita, sabendo que as terriveis Furias querem trazer a sua punição a garota e a Mulher Maravilha, de certo modo. Mas o que ela não sabe é que os crimes de Danielle foram feitos em Gotham City, território do Cavaleiro das Trevas, e Batman não vai desistir tão facilmente de levar a jovem a justiça.

Temos no caso uma historia que define bem a Mulher Maravilha como aquela que está entre Os Melhores do Mundo ( nem o site, nem o grupo humoristico, estou falando do Batman e Superman), mostrando que uma heroina que age com o corção mas que respeita as leis sobre ela impostas. Respeitando a Hiketeia, a Mulher Maravilha procura respeitar as tradições e fazer que ambas cumpram o seu acordo.

Por outro lado temos a presença do Batman, representando a justiça dos homens moderna,e de certa maneira cega, que procura só punir sem se importar com os motivos da pessoa, ela esteja errada ou não. Alias por muitas vezes Batman nesta serie é utilizado como o elemento ardiloso a história, mostrando mais ou menos que o Homem é capaz de fazer coisas mais baixas pra ver seu objetivo cumprido.

E pra completar, temos as Furias, buscando sangue dos culpados e a dor daqueles que os ajudam, assim como também espera um minimo vacilo para que elas ataquem e se alimentem da carne daqueles que não cumprem sua palavra. mas como Diana descobre ao longo da historia, as vezes a maior dor não é necessariamente a física. As 3 Furias se diferenciam pela maturidade de ambas, e pequenos detalhes entre elas remetem outras vilãs da Mulher Maravilha.Se você está lendo a atual fase da personagem, dá pra fazer uma comparação com as Hysminai, as guerreiras renascidas.

A relação entre Diana e Danniele tem facetas de amizade, servidão e devoção, já que Danniele sempre foi fã da heroina e estudou profundamente a mitologia e cultura gregas, e por isso mesmo ela seguiu a leis de antigamente. E o lado e a opinião de Diana em relação a isso é que não se pode aplicar as leis de antigamente de maneira literal do jeito de hoje, mas usar os ensinamentos de outrora hoje em dia, junto com a ideia do heroi classico que foi a base para praticamente todos os personagens da DC Comics, de que os bons devem ser defendidos,e se possivel, aqueles que fizeram algo de errado merecem uma segunda chance.

Nota : 9.0

terça-feira, 12 de abril de 2011

CinemaScope: Metropolis Versão Restaurada

Publicado originalmente em: http://www.uarevaa.com/2011/04/cinemascope-metropolis-versao.html


Tive a honra de ver no Theatro Municipal carioca a versão restaurada e com orquestração ao vivo de um classico da ficção ciêntifica no cinema: Metropolis. Mas antes de falar sobre o filme, vamos uma aula de história. Continua abaixo.

Bem, muitos rolos do filme estavam perdidos por aí, espalhados pelo mundo, omitindo e encurtando partes importantes da história do filme. Só que alguns anos atrás na Argentina (tenho uma teoria que Hitler levou os rolos perdidos do filme para lá) foi encontrados muitos destas partes perdidas, mas com legendas em espanhol e no formato 16mm, diferente do padrão 35mm exibidos em todos os cinemas. Mas a maioria destas partes só extendem certas partes importantes do filme, o que é interessante por causa do desenvolvimento dos atores, mas por exemplo a cena da igreja que o padre descreve o apocalipse (no mundo do filme) e a sequência de luta entre Joh Fredersen(Alfred Abel) e C. A. Rotwang (Rudolf Klein-Rogge). Mesmo com o material em pessimas condições, as partes que faltaram foram restauradas, não ao ponto de ficar perfeito, mas visivel suficiente.


Agora vamos a história: no futuro, a utopía tecnológica foi alcançada graças a Joh Fredersen e sua moderna e futuristica cidade Metropolis, que junto com os Jardins Eternos, onde o ser humano tenta alcançar sempre mais a perfeição fisica e intelectual, pavimenta os rumos da humanidade. Mas Metropolis é sustentada por um mundo subterraneo industrial, onde os trabalhadores não tem outra pespectiva de vida a não ser manter a cidade funcionando.


Dentro deste cenário, somos apresentados a Maria(Brigitte Helm), a messias do subterraneo que acredita que falta um elo entre as 3 comunidades para se que possa alcançar a verdadeira utopia.O filho de Fredersen, Freder(Gustav Fröhlich), cansado da mesmisse da vida em metropolis, se apaixona a primeira vista por Maria e decide se mudar para o subterrâneo para se aproximar de seu amor. Mas as suspeitas de uma revolução por parte dos trabalhadores faz que Fredersen recorra ao seu ciêntista principal e antigo rival pelo amor de sua mulher, C. A. Rotwang, para que arrume o jeito de confrontar esta situação. A solução dada pelo Homem da Ciência e infiltrar entre os pobres uma ciborgue que ninguem distinguirá se ela é humana ou não. Mas ninguem faz idéia dos planos de vingança de Rotwang, que pode levar a ruina de Metropolis e a morte de inumeros inocentes.


Apesar de oficialmente a ficação científica e o cinema terem nascido e andando deste então juntos, seja com os livros Guerra dos Mundos, 20.000 Leguas Submarinas e o Viagem a Lua, Metropolis trouxe um aprofundamento do gênero dentro do cinema além de explorar ao maximo até então o que os épicos da época e o expressionismo alemão eram capaz de fazer. Como fã das tecnicas antigas de efeitos, ver o filme numa tela grande é uma experiência arrasadora, e depois de tantos anos ainda dá um cacete em muito efeito em CGI por aí.


E também é utilizado como alegoria da revolução industrial e da religião, essa especialmente, e também da própria situação do país, que se recuperava da primeira guerra com avanço industrial assombroso e um começo de divisão mais brusca da sociedade.Não que o filme seja sobre a anscenção do nazismo, de forma alguma, mas seja qual for a sociedade se ela começar a crescer descontroladamente o seu proprio inimigo será ela mesma.


E neste cenário que Rotwang aparece como o homem da razão com ações movidas pelas dores do coração. Devotamente apaixonado por Hell, antiga esposa de Fredersen, ele decide criar um ciborgue para substituir seu amor falecido. Inumeras referencias ao cristianismo estão presentes no longa, usando religião como o combustivel do povo e renegado a cultura (literalmente) undergound, enquanto Sodoma e Gomorra são vendidos aos homens ricos e cultuados pelos mesmos, sem saber que aquilo so leverá a ruina. Assim como a imagem do deus (na forma de Maria) pode ser um instrumento tanto para o bem quanto para o mau, sendo que no caso a falsa Maria é uma arma da ciência que serve pro ponto de vista de Rowling o que exatamente a religião, ou o culto a qualquer coisa é no ponto de vista do ateu (vou dizer "ateu" por falta de palavra melhor no momento): uma arma de controle das massas.


A maquina é vista como o devorador de homens, um dêmonio do sacrifico para que aqueles que estão acima de nós possam viver bem. Também temos o proletáriado, tendo que viver no submundo, e ludibriado pela Falsa Maria pode condenar seus filhos e o futuro da cidade a destruição.Enquanto por outro lado a beleza e luxuria da ciborgue é utilizada para enlouquecer os homens e deixar a cidade em pecado.Engraçado como a imagem do "diado" é criado pelo homem e como a santidade tem que viver no subsolo, no frio e na escuridão, uma inversão de valores interessantes.


Aqui no Rio de Janeiro foram exibidos durante os dias 21, 22,23 e 24 de março com formato 35 mm no Theatro Municipal por preços acessiveis os lugares mais altos e mais caros nos lugares mais abaixo. Destaque também para a ótima trilha sonora feita por Gottfried Huppertz e orquestrada por Silvio Viegas, que deixou tudo mais épico, especialmente ao vivo. Um classico do cinema e da ficção ciêntifica, Metropolis ainda hoje é influência uma serie de filmes e por ter passado pelo teste do tempo e ainda gerar tanto interesse só comprova a sua força. Mas pra quem não pode estar lá no momento, relaxem, o filme está em dominio publico e você pode assisti-lo aqui.


NOTA: 10.0




quinta-feira, 7 de abril de 2011

Revirando o Baú: A Hora Do Espanto


Nos anos 80, a mais nova onda surgida no gênero horror eram os filmes slasher. Novos monstros modernos,como Mike Myers de Halloween, Freddy Kruger de A Hora do Pesadelo e Jason Voorhees de Sexta Feira 13. E onde os vampiros estariam neste caso? Um filme que represente bem os monstros clássicos demorou muito pra sair mas em 1985 os filmes foram estabelecidos para um novo publico em Fright Night(Hora do Arrepio).

Seguindo certas premissas clássicas, ao mesmo tempo dando explicação plausíveis a algumas dela, não muda nada da raiz do mito do vampiro criado em Dracula, mas atualiza isso (no caso os anos 80) e põe pitadas de humor dentro da tensão criada pelo fato de Charley Brewster (William Ragsdale) saber que seu novo vizinho Jerry Dandrige (Chris Sarandon) é um vampiro e está cometendo uma serie de assassinatos, afim de se alimentar para sobreviver.

No caso a figura física do vampiro, principalmente quando se transforma mais em besta do que homem, é propositalmente deformada e assustadora. Dedos e unhas alongados como se fossem garras, boca exageradamente expandida como se fosse um animal, contrastando com a aparência sedutora na forma “normal”, como um homem com gostos por roupas modernas e objetos históricos, um deles que possivelmente envolverá a namorada de Charley, Amy Peterson (Amanda Bearse), já que se assemelha a um antigo amor do passado gravado eternamente numa pintura.

Os aliados na tentativa de sobreviver também são importantes, pois são não só reflexos da época, mas estereótipos clássicos de personagens dentro da mitologia do Vampiro.Temos o ator e apresentador Peter Vincent (Roddy McDowall), que fez vários filmes no papel de caçador de vampiros, mas como a nova geração considera “vampiros” algo ultrapassado, se encontra atualmente desempregado.

Temos o amigo de Charley, Evil Ed (Stephen Geoffreys), que é o galhofeiro do qual ninguém liga e acaba sendo diminuído em relação aos outros, se tornando depois mais um vampiro a serviço de Jerry, Amy, a mocinha pura representada pela virgindade e os conflitos da caráter sexual com Charley, e acaba sendo seduzida por Jerry, e por ultimo o parceiro de crimes e fiel servo Billy Cole (Jonathan Stark), que tem pleno controle do que faz e ajuda Jerry por sua própria vontade.

Algo importante a citar é o confronto final, que mostra certas coisas interessantes comum toque de realismo que não estraga no ponto de vista do espectador assistir o filme e enriquece ainda mais a obra. Quando Evil Ed vira lobo (revirando uma das capacidades antigas dos vampiros esquecida pelo tempo) Peter Vincent comete seu primeiro assassinato, é não é algo exagerado como nos filmes que ele fazia, é brutal e realista, mesmo dentro de algo fantasioso. Lentamente Ed volta a ser humano, e agonizando por uma estaca estar atravessado seu peito, lentamente sofre e morre, em um momento que te faz lembrar que um dia aquilo foi um humano, deixando quem assiste por alguns instantes com uma mistura de pena e horror pelo acontecido.

Quando Amy se transforma em vampira, roupas e expressão corporal bem mais sensuais tomam forma, mesmo que isso seja contrastado com sua versão vampiresca. O amor neste está entre aquilo que poder durar um momento e se desfazer da memória ou um elo que pode durar para sempre, mesmo que não fiquem juntos a frente, sempre haverá certo tipo de afeição mesmo que o relacionamento acabe, um respeito mutuo.

A Hora do Espantou ressucitou o gênero de vampiros nos anos 80 e influênciou tudo o que feito dali pra frente (Buffy, Garotos Perdidos, etc), dando um tom para como os vampiros deviam ser apresentados para o publico mais jovem, numa época onde vampiros sugavam o sangue das pessoas e não chupavam rola (maldito Crepusculo), e que se tinha respeito com o mito e sua importância.

Nota: 9.0

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Uaréview: Sucker Punch:

Publicado originalmente em: http://www.uarevaa.com/2011/03/sucker-punch.html


Uaréview
Por Monitor


"Você está despreparado!" é a frase da propaganda do primeiro filme 100% original, sem adaptações ou remakes de Zack Snyder. E o contexto dessa frase pode significar muitas coisas. mais abaixo falo sobre o filme, com alguns spoilers!

Bem vamos a historia: após sua mãe morrer, a jovem garota apelidada de Babydoll(Emily Browning) tem que viver com sua irmã mais nova e seu padastro (Gerard Plunkett), de olho na herança na familia e na filha mais velha. Com a herança indo tudo pras filhas, o padrastro tenta estuprar Babydoll e sua irmã e para se defender a loira pega a arma do pai e mata por acidênte sua irmã. Após fugir, ela é presa e é levada ao Instituto Lennox para Doentes Mentais.

Dentro deste instituto, ela descobre que seu padrastro pagou ao responsavel do local Blue Jones (Oscar Isaac) para que a lobotomize, e o doutor responsavel por isso, apelidado de High Roller (Jon Hamm, em uma das provas vivas que ele precisa fazer o Superman antes de morrer) chega em cinco dias. A doutora Vera Gorski (Carla Gugino) ajuda as pacientes do local a libertarem seus demônios e criarem seu proprio mundo onde elas sejam livres e donas de seu destino.Com a ajuda de Blondie (Vanessa Hudgens), Amber (Jamie Chung) e as irmãs Rocket(Jena Malone) e Sweet Pea(Abbie Cornish), elas pretendem fugir do sanátorio rumo a liberdade num mundo onde real e imaginário se misturam.

Bem, a grande pergunta que os trailers não respondem é: o filme tem algo substancial de fato ou é só um espetáculo visual? Sim, ele tem conteudo, e tem desdobramentos e funciona bem assim.No caso as personagens principais são Babydoll e Sweet Pea, personagens siamêses no sentido que ambas são iguais, mas tem posições diferentes durante o fato de agir para garantir sua propria liberdade.Enquanto Babydoll quer sair da situação de risco que está, Sweet pPa quer garantir a segurança sua e de sua irmã Rocket, de certa maneira culpada por ambas estarem no hospicio.Babydoll perdeu a mãe e a irmã e procura não perder sua vida, mas a questão é o que ela fará quando sair, rpa onde ir no caso? O filme sempre assume que na verdade aquilo é a historia de Sweet Pea sendo contada, e de como ela escapou dali graças de fato a heroina (e uma das principais, mas não necessariamente A principal) ter chegado e obrigado elas a viverem, a tomarem uma atitude.

O filme é de certo modo como Inception, já que tem 3 niveis (ou mundos) acontecendo, na versdade todos dentro das mentes das atrizes principais, e como a união delas possibilita que aquele mundo seja vivo e coexistente, isso tambem graças ao tratamento da Dra Gorsky.No caso temos o mundo real, o universo do Caberet como mundo intermediario, que de fato conta em forma de alegoria o que acontece no mundo real com todos os personagens,e aquilo que podemos considerar o mundo de "RPG". que se passa no subconciênte dessas garotas e funciona como se fosse um RPG de fato, onde enfrentam varios inimigos em varios mundos diferentes refletindo suas ações no outro mundo: alemães zumbis, orcs, cavaleiros mediavais, dragões, robôs assasinos.No caso Dra Gorski, nos dois mundos onde aparece, faz o papel da psicologa que quer que suas paciêntes se curem,e dá armas (fisicas ou literais) para isso.

No caso o mundo "do meio" onde temos o Cabaret,é mostrado de maneira mais explicita o mundo dominado por homens, por uma ótima interpretação da parte de Oscar Isaac como Blue Jones, um homem que comanda a mão de ferro a clinica/cabaret e tem uma paixão doentia por Babydool. No mundo onde as mulheres dominam, os homens ora são vistos como inimigos, que os bons como crianças, e o unico das quais elas respeitam está na figura do Wise Man (Scott Gleen, o Hollis Mason de Watchmen e elevado a status de fodão neste filme), que não só serve como guia na batalhas mas como a figura parterna e masculina forte e protetora que elas nunca tiveram na vida, especialmente dentro do hospicio.No caso The High Roller tem uma pequena, porem importante participação no fim do filme que dá a vitoria do combate a Babydool.

Algo deve ser destacado que agora finalmente Snyder pode utilizar seu estilo e temas favoritos (já falei muito deles no ultimo CinemaScope). No caso além de ter slow motion dando tensão as cenas e alto estilização nos cenários e nas cenas de ação fantásticas, ainda temos um personagem modificador em seu meio (Babydoll), a ideia de sacrificio para um bem maior, trilhas sonoras combinando com as cenas. No geral ele teve liberdade aqui de fazer tudo que gosta mas sem ficar preso a um conceito já existente, seja de outro filme ou outra midia, não adaptando-a, mas homenageando, já que temos coisas que vão de Ninja Gaiden a Castle Wolfstein dentro do filme. Alias, parabens a Tyler Bates pelo seu melhor trabalho até então, junto com Marius De Vries, que gerou remixes e musicas proprias fodas como esta aqui:



No fim das contas, pra mim, foi o melhor filme do Snyder já feito, não só por ter feito uma salada pop que não te confunde, pelo contrário, te diverte e prende a sua atenção, onde ele pode testar de tudo e amarrar de maneira que no filme pareça tudo uma coisa só.Em termos de "jornada do herói" se assemelha bastante a Lenda dos Guardiões, simples porem funcional.Não li as criticas e francamente não entendo o desempenho não esperado assim do filme, e francamente não me interessa discutir isso aqui.Vá ver de mente aberta e prepare-se para um ótimo filme de ação com gostosas, coisas épicas e sim, conteudo e substancia satisfátorios.

Nota:9,0