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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Black Dynamite

Black Dynamite, o filme que homenageia o gênero cool blaxploitation, finalmente aporta os cinemas. Você percebia que pelo trailer o filme seria muito bom, mas nada te prepara pra viagem que de fato ele nos trás. Foda é pouco pra descrever.

Dynamite é o Chuck Norris negro. Ele come 5 mulheres e leva todas elas ao orgasmo. É um porrador de meter medo nos mestres mais experientes, mais temido nas ruas do que o Shaft, respeitado pelos cafetões, desejado pelas mulheres. Ex-vietnã, ex-CIA e atual cafetão por hobby, ele vê seu mundo ruir quando seu irmão mais novo, que é agente da CIA, é morto numa emboscada enquanto tentava desmascarar um rede ilegal de drogas que pode levar a descaracterização de uma das marcas da masculinidade dos negros. E a busca ao assassino do seu irmão leva a conflitos épicos com gente cada vez mais perigosa, envolvendo uma bela ativista, órfãos drogados, ilhas do kung-fu e uma batalha muito foda contra o real vilão do filme, do qual não falarei o nome, mas do qual a situação é completamente surreal.

Michael Jay White é meio um cara que adoramos odiar. Não gostam dele por ter Spawn (um daqueles personagem que mesmo não prestando, muitos gostam, mas não querem assumir), a sua participação em The Dark Knight foi boa, e muitos não sabem (mindfuck alert) que ele dublou Doomsday no desenho da Liga da Justiça. Mas esse será o personagem que colocará o nome dele na historia do cinema, porque esse filme é um ótima comédia de ação, sacaneia e expõe todos os erros e todo o charme do gênero. É impossível não rir de certas situações, e como os roteiristas (incluindo o próprio Jay White) não só colocaram a cultura da blaxpoitation, mas como todos os acontecimentos político-sociais da época de uma forma relaxante. Não há um absurdo de informações sendo jogadas na tela, mas dá pra reconhecer as citações ao movimento dos Panteras Negras, da política da época, da situação social, cultural, e etc.

Destaque também para o elenco, cheio de caras que algum dia já fizeram parte da sua vida de nerd/cinéfilo e afiliados! Por exemplo temos o mano do Sammu Hung em Martial Law, Arsênio Hall fazendo o cafetão Tasty Freeze, a atriz do desenho Gárgulas, da serie Eureka e do filme Eu Sou a Lenda(2007), Salli Richardson, fazendo o papel da ativista Gloria, Phil Morris (que fez Ajax, o Caçador de Marte em Smallville, Imperiex no desenho da Legião dos Super Heróis, Jackie Chiles em Seinfeld, King Faraday em A Nova Fronteira e Vandal Savage na serie da JLA-ufa!-) fazendo o líder rebelde Saheed, o eterno Dee Jay do “clássico” Street Fighter e o clássico do SBTeta Juwanna Mann, Miguel A. Núñez Jr., como o cafetão Mo, Tommy Davidson (Eddie em "Everybody Hates Chris", o guerreiro baixinho, porem invocado de Ace Ventura 2 e também em Juwanna Mann) como Cream Corn, Roger Yuan (Bater ou Correr, Double Dragon, Massacre no Bairro Japonês e em algum lugar ele aparece em Batman Begins, mas não me pergunte aonde) como mestre traiçoeiro de Kung-Fu Dr. Wu, Kym Whitley (Eu a Patroa e as Crianças) como a prostituta Honeybee e Mike Starr (Debi e Loide, Martial Law, Joan Of Arcadia) como o Don, chefão do crime.

Com um ótimo elenco, e uma historia inspiradíssima, não tinha como Black Dynamite não se tornar um clássico, tanto que vai ganhar um desenho na Cartoon Network pelo Adult Swin. Filme que você tem que ver e rever até não puder mais, risadas garantidas e mais um ícone pra ficar na história.

Nota:10, com louvor!

Obs: Uma cena muito legal, mas que não colocaram no filme, está no Youtube e mostra como é poderoso a palavra de Black Dynamite, e as influências que isso pode trazer, principalmente num pequeno rapaz chamado Barack...

Visitem o Blog do Diogo: http://caveabovethemansion.blogspot.com

Postado originalmente em: http://www.uarevaa.com/2009/10/black-dynamite.html

Distrito 9

Ainda há esperança, amigos.

Como Hollywood vive atualmente uma fase sem criatividade tremenda, se perfazendo em cima de remakes inúteis e filme com muitos efeitos, mas com pouca historia, é ótimo ver que ainda dá pra burlar o jeito mais fácil, e trazer algo realmente original. Ver Distrito 9 não é apenas um deleite para os olhos, mas trás todos os elementos que tornam um historia de ficção cientifica clássicas e boas. Alem de fazer divertir, nos faz pensar, refletir como vivemos, como agimos com nossos semelhantes ou com quem é diferente da gente.

A historia é sobre uma nave alienígena que pousa do nada em Joanesburgo, África do Sul, e ela fica parada, sem fazer nada e pedaços dela caem. Obviamente um contato humano era esperado, e os “camarões”, como são perjuramente chamados, estavam em um estado deplorável. Sem comer, beber e desesperados tentando concertar o veiculo, eles descem a terra e começam a se “divertir” destruindo tudo que vê pela frente. Com a revolta da população sobre o caso, a MNU, uma mega-corporação, monta o Distrito 9, onde coloca os aliens em uma espécie de mega favela. E meio que vira um reflexo das periferias da África do Sul, com seus traficantes supersticiosos, vivendo em lixões, viciados em comida de gato (isso é que nem drogas pra gente) e agindo e falando como humanos. No meio disso tudo temos Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley, ótimo no papel), que é marido da filha do chefe da MNU, consegue o emprego de fiscal do D9, tendo que despejar os moradores para um “melhor” alojamento, que no caso seria do Distrito 10, distante do centro da cidade onde D9 se localiza.

Durante o aviso de despejo, ele encontra um alien (chamado Christopher) que na verdade está secretamente tentando voltar pra casa, fazendo o combustível da peça que caiu no começo do filme,(que na verdade é um veiculo). Wikus acaba infectado pelo combustível e aos poucos começa a virar um camarão. Ele é levado ao prédio da MNU, onde descobre os segredos sujos de seus patrões (eles querem aprender a usar as armas dos camarões, mas só é compatível com o DNA deles, entre outras coisas). Sendo caçado pelo pais inteiro, e tendo que ajudar o Christopher a voltar pra casa e ainda por cima tentar se curar, ele não vê outra solução a não ser se esconder no D9.

Preconceito. De certo modo é a palavra do filme. Mostra o quanto o ser humano pode ser mesquinho, frio, calculista. A gente podia aprender muito com eles, mas preferimos enjaulá-los e submeter o nosso estilo de vida, chamá-los de diferentes. Um dos grandes triunfos de D9 é esse: nós somos os vilões. Nós somos filhos da puta o bastante de fazer o que fazemos pensando que somos superiores, por acharmos que sabemos de tudo, que só nos podemos descobrir a verdade. De certa maneira, o diretor Neill Blomkamp pega elementos do qual o sci-fi e as historias modernas trabalham e colocou em um contexto social. Temos a mega-empresa do mal, visto em vários filmes como Syriana, Speed Racer e Michael Clayton. Temos a tomada hostil de uma cultura como será mostrado em Avatar do James Cameron (mesmo que no filme seja meio ao contrario essa “tomada”). Temos um encontro/choque de culturas clássico. É aquilo que de simples fica muito bom, de pequeno fica grande. Começa como um documentário, mostrando vários pontos de vista, de quem trabalha da MNU, de estudiosos, do povo, de quem estuda sobre o caso.

E aos poucos ele começa a se focar em Wilko, e no terceiro ato vira um filme de ação de fato, o que pode incomodar algumas pessoas que queriam ver o estilo documental por todo o filme (mesmo que de certo modo ele esteja). O pau come na casa de Noema tenso, quando a tropa de elite da MNU cerca Wilko e Christopher e a tentativa de levar o(s) alien(s) de volta para casa. O estilo da cena final é bem realista, tem suas explosões, emboscadas, mas nada no naipe Michael Bay da vida. Tudo muito bem feito, prum filme de 37 milhões (que não é exatamente uma grande quantia pros padrões Hollywoodianos). Uma outra reclamação que eu ouvi do publico, pelo menos, é a forma que ele virou alien. Ok, é um liquido alienígena, mas realmente tem um efeito tão potente ao ponto de ele ter essa transformação? Acredito que tenha um pouco do DNA deles por ali, mas por enquanto é só teoria. E de certo modo certas ações do Wilko são coisas de idiota, como ligar pra mulher dele, do qual o pai é o patrão de MNU e está caçando ele por todo o lugar :s. Mas ok,faz parte do desenvolvimento do personagem, então deixe.
Um ótimo sci-fi surge do nada no verão americano, com coragem e criatividade, D9 não pode ser um filme maximo do gênero dessa década, mas mostra que ainda resta alguma esperança em termos de criatividade em tempos que a imaginação é presa por técnicas mais “confortáveis” de se fazer filmes.

Nota 9

Publicado originalmente em: http://www.uarevaa.com/2009/10/distrito-9.html

The Spirit, O filme - Critica e review do dvd

E houve um dia que Frank Miller fez cinema... em parte. Todos ficaram enbasbacados com a qualidade do filme de Sin City, co-dirigido por Frank Miller, seu criador, e dirigido DE FATO por Robert Rodriguez. Com a boa grana que deu, e alimentado pela ganância, os produtores de Hollywood decidiram investir em Frank Miller pesado (principalmente depois do sucesso de 300) e deram pra ele um projeto que tinha de tudo pra dar certo: a adaptação da clássica hq de Will Eisner, Spirit, sobre um policial que volta do mundo dos mortos e sem as amarras sociais que possuía quando estava “vivo”, decide combater o crime secretamente junto com o Comissário Nolan e a policia da decadente cidade de Central City.

Com a produção de Michal Uslan, o Godfather das adaptações de hq, e a primeira versão do roteiro feita pelo Midas Jeph Loeb (/ironic), o estúdio e produtores chegaram no consenso de chamar o até então semi-experiente na área cinematográfica Frank Miller para dirigir a película. Jogando fora o roteiro feito por Loeb e reescrevendo de próprio punho a nova versão do filme, o projeto anda adiante, com a escolha do ator principal (Gabriel Match), um ator foda pro vilão (Samuel L “Motharfokar” Jackson), trouxe de volta um ator de uma serie clássica (Dan Lauria,o patriarca da serie Anos Incríveis) e uma lista de gostosas que iria fazer a festa de vários nerds dentro do banheiro (Scar-Jo, Eva Mendes, Paz Veja, Jaime King, e a semi-desconhecida Stana Katic).

A historia do filme não se preocupa em mostrar em detalhes a origem do herói (já que ele mesmo não faz idéia e nem quer saber como voltou do mundo dos mortos), apesar de esclarecer isso depois. Spirit não sabe porque está vivo, não consegue prender seu nemesis Octopus, do qual se torna obcecado, mas curte os prazeres de se estar morto, principalmente do fato que pode pegar qualquer mulher que quiser, mas sempre acaba voltando aos braços da filha medica do Comissário Dolan, Ellen. Com a volta de um antigo amor que se tornou uma ladra e provável parceira de Octopus, velhos sentimentos voltam a tona e alem da busca da redenção e da justiça, há a busca pela verdade de si mesmo.

Bem, vamos falar sobre a estética visual e histórica do filme, e nesse momento vou ser extremamente pessoal, porque eu era um das pessoas que botavam fé no filme (o porque da mudança eu explico mais na frente). Durante as gravações do filme, rolou 2 boatos estranhos: um era de que o Spirit era semi-imortal (o que acabou acontecendo de fato) e outro que as mulheres ficaram loucas pra dar pra ele pro causa que toda vez que se aproximava de alguem do sexo oposto ele soltava feromônios que atrairiam as mulheres. Sobre esse segundo rumor no começo eu fiquei com cara de “que porra é essa?!?”, mas depois percebi que poderia ser um artifício interessante, de que o Spirit as vezes não se envolve com femme fatales pela diversão de pega-las, mas porque elas eram atraídas por ele de uma maneira descontrolada, assim atraindo a confusão para ele. Mas no fim das contas foi melhor isso só ter sido rumor mesmo, no filme ele mantem essa qualidade de pegador.

Sobre algumas mudanças, a melhor foi colocar Ellen Dollan pra trabalhar. Ter ela como médica alem de ter deixado ela mais útil, faz também ter o fato dela sempre está disposta a ajuda-lo, apesar de ele ser meio canalha no sentido que se envolve por qualquer mulher que passa. Falando em mulher, se você morre e renasce, quer ter a oportunidade de viver tudo mais intensamente, e isso se reflete em tudo, incluindo nos relacionamentos. No caso, Spirit sempre tem um jeito de se envolver com qualquer mulher que passe, mesmo que no fundo ele realmente ame Ellen. Como ela diz em uma cena "Você diz que ama todas as mulheres que encontra, Sr Spirit, e todas as vezes fala com verdade".

Sobre o conceito do Octopus, Miller decidiu pegar ele e experimentar todos os tipos de coisas, e pra isso transformou Octopus no espelho do que era os vilões na época de ouro das revistas em quadrinhos. Temos o cientista louco, o vilão burlesco, o oriental maligno, o nazista, e por fim, mesmo mostrando o rosto (coisa que em parte fiquei meio decepcionado de terem feito). Falando isso,uma das cenas mais originais do filme foi a cena que Octopus se veste de guerreiro oriental, onde todas as expressões e emoções são feitas como se fosse um anime. De primeira vc estranha muito o que ele quis fazer, mas depois que você pega a idéia, percebe-se o quão legal foi o conceito.

Ele também colocou varias citações a quadrinhos (incluindo as que ele mesmo fez, nada humilde o homem). As perceptíveis são as do Robin (do Batíma) e das revistas de horror da década de 50, mas tem outras citações mais econdidas, como nome de artistas (Lojas Kauffman) e prostitutas na Av Dropsie.

Um outro tema recorrente do filme é a morte. E isso foi feito belamente na forma de Lorelei, uma das melhores versões da morte que eu já vi. Ela aparece quando Denny Colt dorme, chamando pra descansar eternamente em seus braços, mostrando que a morte sempre está ao redor dele e isso o atrai, o seduz de uma forma macabra. E de certo modo põe uma certa culpa nos ombros do Espírito, achando que pelo fato da morte estar sempre presente isso vai fazer que as pessoas ao redor morram.

E um recurso que nego só achava que o Deadpool usava, mas que o Spirit já faz a tempos era quebrar a Quarta Parede, ou seja, a historia interage com o leitor/espectador. Isso é bem feito no filme, não é usado direto então o recurso não cansa. No filme é usado em um flashback e pro Spirit desabafar um pouco sobre a vida, o universo e tudo mais.

Bem estou enchendo a bola do filme aparentemente, correto? Bem, isso tudo foi pra demonstrar que o Miller sabia o que estava fazendo. MAS, qualquer um que faz cinema sabe que você não se torna cineasta da noite pro dia. Precisa de muita experiência, e sair fazendo filmes, curtas, em resumo, coisas do gênero adoidado. E apesar do Rodriguez ter chegado nele e ter dito “Sim cara, você esta preparado pra fazer um filme sozinho”, isso não te faz apto a isso. E também tem alguns problemas em relação ao roteiro, que poderia ter sifdo melhorado. No conjunto da obra, percebe que o conteúdo do personagem está ali, mas não foi devidamente trabalhado, se tornando assim uma aventura mediana, principalmente pelo alto nível de experimentações feitas no filme errado. Não é Sin City (apesar do estúdio ter vendido como um, outro erro), tem mais cores do que preto, branco, e vermelho, e pra mim o principal fato de ter dado errado é o fato de que no clima não está muito equilibrado. Tenta manter uma certa seriedade, mas acaba sendo cômico, não tem um equilíbrio para que os dois estilos fiquem em harmonia. Não é a adaptação que a obra merecia, mas consegue ser divertida se você ver sem compromisso. Macht merece o credito por ter realmente se tornado o Spirit, e tenho pena do que aconteceu com Octopus, mesmo que o conceito criado ali seja bom, mas como boa parte do resto, acabou mal concebido.

Extras

Comentários: do diretor Miller e da produtora Deborah Del Prete, explicando certos aspectos do filme. Mas não, nem o Miller sabe explicar o lance dos ovos.


Storyboard animado do final alternativo do Octopus: uma versão mais longa da morte do Octopus, pois vc acha que ele morreu na explosão? NOT! Então, Spirit vai ter que completar o serviço, mesmo que todo mistério sobre o seu retorno e futuro morra junto com o vilão. Foi melhor ter cortado mesmo.

O mundo Verde: Um making of geral do filme, conversa com elenco, produtores, com o Miller, e como foi gravar no fundo verde.

Miller sobre Miller: Gênio ou velho gagá? Miller fala sobre quadrinhos, Will Eisner, suas influências, suas obras e o que ele acha dessa invasão de adaptações de quadrinhos e tals. Tirem suas próprias conclusões.

Notas
Filme 5.5
Extras 8.0


OS: A Sony fez uns curtas em animação sobre o filme. Mostra historias com as personagens femininas do filme antes do acontecimento do longa metragem. Esses vídeos não estão no dvd e trago eles com exclusividade:

Lorelei:
http://www.youtube.com/watch?v=rUvBwbbwwSo
http://www.youtube.com/watch?v=65anZtBXFyU

Silken Floss
http://www.youtube.com/watch?v=hi71sR71rns
http://www.youtube.com/watch?v=wnBUJrpgveI

Plaster of Paris
http://www.youtube.com/watch?v=1V96efDez9Y
http://www.youtube.com/watch?v=wR4E9xl7l9s

Postado originalmente em:http://www.uarevaa.com/2009/08/de-fora-da-panela_13.html

Punisher War Zone


Punisher War Zone

Depois de alguns anos do filme do Punishero com Tom Jane no papel de Frank Castle,agora ele volta,em dvd(de novo,por causa da baixa bilheteria,de novo) em Zona de Guerra,o 3° reboot do personagem do cinema.Reboots são algo complicado,porque se baseia no timing que as pessoas tem com um certo personagem.E o Justiceiro é aquele tipo de cara que só os leitores de hq compreendem ele em sua extensão,pq em outras mídias ele não teve ainda tanto sucesso.Porque para e pensa,o leske filhinho de papai vai ver o filme e falar ‘‘o cara é foda,mata pra caralho” ou no maximo pensar “isso parece coisa do Domingo Maior”.



Mas afinal,o que raios se trata o personagem,de fato?Pelo menos pra mim( meus professores de redação me matariam por estar falando na primeira pessoa,mas que se dane) ele viu sua família toda ser chacinada,o que por si só já deixaria qualquer pessoa acabada.Mas ele decide simplesmente acabar com a criminalidade do mundo,digamos,do modo mais pratico.Matando todos os criminosos que ele vê pela frente.O cara é uma carcaça seguindo um propósito.Comer,beber,descansar e outras coisas consideradas normais por nós pra ele são espasmos do corpo pro homem parar alguma hora.A caveira(momento tropa de elite) é mais do que algo pra intimidação,é um símbolo,uma filosofia do qual abraça sem vergonha nenhuma,nem que isso lhe custe sua própria humanidade.Ele perdeu aquilo que considerava tudo,e passou a abraça a morte como conforto e amiga pra seguir seu caminho como um soldado obstinado.Ele tem suas convicções,não vai sair matando qualquer um por aí a toa.Ele tem consciência de quem ele vai matar e porque vai,por motivos que qualquer um classificaria como coisa pra filha da puta.


Não,não escrevi tudo isso pra demonstrar que conheço o personagem,ou qualquer outro motivo que certamente vocês vão falar e tals,mas porque isso é o principal fator positivo do Zona De Guerra.O personagem está lá,o que faz ele foda está lá.MAS,não adianta ter a idéia sem uma boa historia por trás.E esse é o pecado do filme,não que a historia seja um lixo,mas porque dá a impressão de que foi meio mal trabalhada,no sentido se parar e perceber que é mais só um filme de hq.Um comum entre um gênero.

Se lembra quando um dos roteiristas foi enxotado e desceu a lenha do filme?Uma das coisas que eu me lembro que ele disse(não com essas palavras exatamente) é que o filme seria serio e adulto,mas transformaram isso em um monte de clichês do gênero.E isso em parte é verdade,mas a roda tem que ser reinventada a partir do molde.Você infelizmente não vê isso nesse filme...

Vamos a história:Em comentários e flashbacks durante o filme,vemos o tenente da marinha Frank Castle (Ray Stevenson)ver a sua família assassinada pela máfia e a partir daí começar a caçar aqueles que são julgados mas não condenados pela sistema judiciário.Anos mais tarde,a máfia italiana fica na mira do Punishero e é massacrada após a visita do gansgter narcisista Billy Russoti,O Belo(Dominic Monaghan,depois falo do elenco) e após uma dica de um policial(a policia de nova york inteira paga pau pra ele) ele parte atrás a desfigura seu rosto num triturador de vidro,Os problemas acontecem quando sem querer querendo Castle mata um agente da CIA infiltrado e um amigo desse cara assassinado parte atrás dele querendo prende-lo,e Russoti sai vivo,completamente desfigurado e vira o Retalho e deseja ser o maior mob de NY e matar o Justiceiro de uma vez por todas.organizando um exercito junto com seu irmão canibal-masoquista-sádico Lonney Bin Jim ou James Russoti pros chegados.Com um cara era um dos poliças e sumiu com a grana,Retalho sai a caça da família do agente pra reaver o dinheiro perdido.Pra encurtar a historia, Microship morre ,Castle mata geral, ,salva as mulheres e segue a sua caça interminável por justiça.Do jeito que for.



Agora ao casting principal.Ray se sai bem como Punishero,consegue ser mais articulado que Jane,apesar de eu achar o personagem(e o filme) meio que uma versão soft do Punishero,mesmo com toda a violência que tem(a frente falo disso).Retalho ficava melhor quando não era desfigurado,porque depois disso fica meio caricato demais,sabe Tommy Lee Jones como Duas Caras?.Então é pro esse caminho,só que BEM mais contido,mas mesmo assim não se torna um vilão tão interessante quando LBJ,que rouba a cena dele a partir do momento que aparece e dá uns sopapos com Frank lá pro fim.O interessante é o que o personagem não existe na hq,mas no caso do filme se encaixa muito bem com o Retalho deles.Em geral,sobre Russoti,esperava algo mais macabro,mas maléfico do que foi feito.Microship(Wayne Knight) participa do filme mas esperava algo mais importante da parte dele,mas o gordinho do Jurassic Park faz bem sua parte e segura suas cenas enquanto pode.Achei sacanagem terem matado ele..No núcleo anti Justiceiro, Soap(Dash Mihok) as vezes fica um alivio cômico descartável e o Agente Budiansky(Colin Salmon,a Uma Thurman do Paul WS Anderson,já que esteve no Resident Evil e AvP) é um personagem interessante,por ser uma versão do Castle mais ligada a justiça,mas o excesso de palavrões as vezes não trás a seriedade que tenta passar.Julie Benz(Angela) e Stephanie Janusauskas (Grace),esposa e filha do agente morto, respectivamente,se dão bem no filme,mas Grace se dá bem melhor em cena.



Agora sobre a ação..Cansamos de ler que o filme teria violência no estilo Marvel Max e,sim,ela tem.É naquelas horas que você vê a cena e começa a rir pelo simples fato de serem surreais demais pelo nível de sanguinolência ,tipo quebrar o crânio de alguém com um soco só e sair litros e litros de sangue.Mas no geral,as cenas são muito bem feitas,e a seqüência do Hotel Bradstreet é bacana.



No geral,o que podemos dizer?É bão?É bão,mas mesmo com tanto sangue,e violência e ser fiel a hq mais explicitamente,achei meio soft demais do jeito que conduziram a história.Curto pacas o filme com o Jane(vi também com o Douph Lungdren,mas faz tanto tempo que nem me lembro direito) e mesmo tendo tirado leite de pedra,por ter feito o que fez com praticamente com esmolas,mas foi mais livre,no sentido de que eles poderiam fazer o que quiser(ou até o orçamento deixar),e mostrar como o homem sedento por vingança pune quem destruiu sua vida e a partir daí segue pelo mundo fazendo o mesmo por aqueles do qual a justiça não olha.Lexi Alexsander fez um bom trabalho,até pelo fato de ter mais grana em caixa,mas aconteceu de todos meterem o bedelho e no final terem impedido de sair uma resultado mais próximo da idéia originalmente pensada(vide a misteriosa saída e volta de Lexi da direção).No final,ainda estamos esperando ver uma versão do Justiceiro feita corretamente nos cinemas...

Nota 6.0

Extras:O pacote básico,Making Of,treinamento militar do Steveson,sobre a maquiagem do Retalho e sobre a (ótima)fotografia do filme.E o trailer do filme de vampiros do Steven Seagal,terei de ver esta porra!!!

Originalmente postado em:http://www.uarevaa.com/2009/04/de-fora-da-panela_30.html

Lanterna Verde:Primeiro Vôo

Esse post no caso é inedito,não consegui postar ele em nenhum lugar,coloco ele com exclusividade aqui.














Apesar de muito(MUITO) atrasado(já que esse texto seria mandado pra outro lugar,mas uerevaa),estou aqui pra mostrar a critica do primeiro filme de fato do Lanterna Verde:Green Lantern First Flight.Mesmo que a grande maioria que acompanhava o desenho da Liga da Justiça estranhe ao ver que o Guardião Esmeralda na capa não seja Jonh Stewart,mas sim Hal Jordan.Tanto que a capa tem um singelo selo do qual diz “O primeiro filme do herói da Liga da Justiça!”. Penso eu que esse filme era parte do inicio da divulgação do filme live-action do Lanterna(dirigido pro Martin Campbell),tanto que no First Look dá pra ver um visual bem mais estilizado,meio que como uma armadura,lembrando muito os concepts do filme.



Há um discussão entre fãs de quadrinhos sobre qual seria o melhor Lanterna Verde.Bem,como toda discussão,há gente que confunda “melhor” com “favorito”,mas isso acontece quando se discute algo que gosta(ou não,porque Nerd é uma raça ruim por natureza).Por exemplo,meu Lanterna Favorito é o Allan Scott,mas é inegável a importância do Hal Jordan.Se você está acompanhando Origens Secretas pela revista da Panini sabe que ele é uma pessoa que não dá cara a tapa,que não foge de um desafio,mesmo sabendo que não possa ganhar,e quer fazer só o que gosta,mas sabe que falta algo para se sentir completo,algo que realmente demonstre a força por trás do homem.É aí que entra o anel e nesse momento que se revela porque Jordan é o cara.Ele é a personificação da perseverança.É aquele tipo de cara que mesmo contra as probabilidades,mesmo contra a situação apresentada,encara o desafio de peito aberto.Arquétipo da Era de Prata?Sim.Por estarmos em um mundo onde o certo e o errado esteja tão misturado,não signifique que tenha pessoas tentando nos mostrar uma luz(comparação escrota,eu sei) para diferenciar as coisas.O melhor exemplo do que falei sobre ele ser a personificação da perseverança?Jerico possui seu corpo em Universo DC:Eleições (deve estar nas bancas ainda) e enquanto ele se prepara para destruir tudo com a arma mais poderosa do universo,ele perde o controle aos poucos sobre Jordan.Alguém pergunta ao Arqueiro Verde o que acontece no momento.Ele responde :”Aquilo é Hal Jordan mostrando porque ele é o cara!”



Vamos voltar nosso foco ao filme.O pilotos de testes Hal Jordan é escolhido entre muitas pessoas na terra pra ter em suas mãos o anel dos Lanternas Verde,guardiões do universo,que pertencia a um moribundo Abin Sur.Após a morte do mesmo e de aos poucos descobrir o potencial do anel,Jordan é procurado por Boodika,Kilowog e Tomar Re,que partem para uma ofensiva contra Hal,até que aparece em cena Sinestro,que o leva pra Oa,planeta onde a Tropa dos Lanternas Verdes reside,onde é aceito pelos Guardiões(criadores da Tropa) e junto com Sinestro parte para investigar a morte de Abin Sur,que aos poucos revela-se uma conspiração maior do que se imaginava,planejada por Sinestro, que pode por em risco a existência de todos os Guardiões Esmeralda da galáxia.


Sobre o elenco,Andrea Romano continua fazendo um excepcional trabalho. Michael Marsden como Kilowog é perfeito,e seria ótimo se ele fosse escalado também pra versão live-action.Victor Garber mata a pau como Sinestro,de longe é a melhor voz do casting e Christopher Meloni consegue o tom ideal do Hal Jordan.Boodika,e sua voz por Teresa Helfer(de BattleStar Galactica) consegue manter uma qualidade bastante enxuta com suas transformações durante o filme.

Bem,a qualidade e o defeito do filme tem um nome:Sinestro.Ele rouba o filme pra si,e rouba cada segundo de cena do Hal Jordan,que aos poucos,a passos bem lentos,vira o herói principal,a medida que o caos aumenta e ele é a ultima defesa dos Lanternas.Boodika serve pra ns apresentar os acontecimentos anteriores a morte de Abin Sur,enquando avalia o caráter do Hal Jordan,já que na verdade também apóia Sinestro.Uma boa surpresa no filme foi a aparição de Kanjar Ro,sendo peça fundamental na trama,já que ele possui a localização da arma(uma bateria de energia amarela gigante) que será utilizada para o ataque em Oa.Sendo que graças a Ro temos umas das melhores cenas de ação do selo DC Universe,uma perseguição dentro de um buraco negro,e uma seqüência de luta dentro da nave.

Alias,percebe-se claramente a influência de Dia de Treinamento no filme.A cena na boate itinerante Labellas mostra bem isso,com sua corja de bandidos espacias,suas drogas que o deixam com prazer enquanto sugam sua essência,e a brutal cena de interrogatório(uma das muitas da qual Sinestro participa) seguido de uma eletrizante cena de perseguição.Sinestro vê o universo do qual a Tropa jurou defender como algo sujo,fracassado,sem futuro algum,sendo vigiado por policiais espaciais com uma política de ação ultrapassada.A única maneira de impor respeito é pelo medo.A única maneira de corrigir o universo é uma limpeza geral daquilo que a deixa impura,mesmo que isso custe vidas.O Sinestro nesse filme é tão foda que podia falar mais uns 3 textos sobre ele,mas como to sem saco,vou parar por aqui.

Sobre Hal Jordan,mesmo aparecendo menos do que devia o tom está ideal: tem aquele toque militar serio misturado com um certo escapismo por de certa maneira saber que é um super herói que funciona muito bem.Esse estilo combina muito bem com Ryan Reynolds...

Por fim,o filme apresenta a ótima qualidade que já é de praxe da DC Universe,mas a mudança de foco involuntária transformando Sinestro do astro principal tira um pouco o brilho do filme,as vezes tornando-o não tão profundo e equilibrado quando poderia ser,mas nem de longe é ruim.Comsegue ser melhor que Superman Doomsday,mas ainda não ta no nível de New Frontier e Mulher Maravilha,que pra mim são os melhores.Mais sorte pro filme em live-action.

EXTRAS

Tem os First Looks dos outros projetos da DC Universe,mas vou comentar só o que tem de novo no dvd.

O First Look de Superman/Batman Public Enemies, mostrando o quão doentio e massa véio deve ser a adaptação da historia do Jeph Loeb.Mas boto fé nos caras,deve sair algo bem melhor que o original.

Também tem um preview bacana de Blackiest Night e seus principais zumbis-membros,apresentados pelo Geoff Jonhs e outros envolvidos na saga.Bem bacana,apesar das falas padronizadas por parte do Geoff.

NOTAS

FILME:7.5

EXTRAS:8.0