sexta-feira, 20 de setembro de 2013

5 contra 1: HQs de base para o filme da Mulher Maravilha


Mulher Maravilha é um dos grandes ícones dos quadrinhos e sem sombra de duvidas A heroína mais importante das histórias em quadrinhos. O que nos leva a grande pergunta: porque raios ela ainda não ganhou seu filme próprio? Além do fato de Hollywood temer filmes grandes com protagonistas femininas, dois pontos mostrados por uma matéria feita na revista Time (mostrando o quão importante a personagem é na cultura pop) apontam outros dois motivos que nunca passaram na minha cabeça. Primeiro, a personagem não tem uma "narrativa central" em comparação ao resto da Trindade e especialmente, o cargo da responsabilidade de fazer o filme de super herói feminino do qual todos vão olhar quando pensarem em fazer algo do gênero, porque afinal, não é qualquer super heroína, é a Mulher Maravilha. Aqui no caso vamos tentar mostrar histórias que ajudariam a montar essa narrativa central para a personagem na telona e porque utilizar essas histórias para isso.

5) Earth One: The Trial of Wonder Woman

Historias da linha 'Earth One', mesmo ainda não tendo sido lançadas, serviram de influência para os filmes. É só ver 'Man of Steel', que é fortemente calcado em 'Superman: Earth One'. E assim como em MOS/SE1, a grande questão era: qual é o papel do Superman? De acordo com as entrevistas do Grant Morrison, a intenção com 'Trial' é exatamente essa, e totalmente convincente com o status real da personagem: Qual o papel dela no mundo de homens? O que faz ela ser um icone feminista? E qual o preço de se trocar uma sociedade por outra? Temas e estrutura da história como esses podem muito bem servir de esqueleto para fazer o filme, assim como foi feito em 'Man of Steel'.


4) Diana Prince: Wonder Woman

Esta fase da personagem mostra Diana Prince abandonando a identidade de "Princesa Amazona" após ter abandonado seus poderes para salvar a Ilha Paraíso, se tornando dona de boutique (eram os anos 60) e espiã nas horas vagas, sendo treinada nas artes marciais pelo mestre I Ching. Passando por uma variedade de aventuras dos mais vários temas, de espionagem a temas mitológicos, sempre com um forte teor feminista. Se você for conspirólogo como eu, está começando a pensar fortemente sobre quem pode ser o misterioso papel da namorada de Bruce Wayne em 'Man of Steel 2' (ou seja lá como isso vá ser chamado). Se misturar isso com a origem da personagem dos Novos 52 (que passou um tempo servindo o governo junto com Steve Trevor, e depois a abandonou), além de poder introduzir a Trindade numa sequencia já altamente esperada, irá gerar no publico o interesse de explorar mais a história da personagem, finalmente gerando o filme solo dela.


3) George Perez' Wonder Woman

Após a Crise das Infinitas Terras, George Perez ficou responsável por recriar a personagem para uma nova geração, com muito sucesso de publico e critica. Metendo o pé na mitologia e apresentando a personagem como embaixadora e emissária de Themyscera entre o mundo dos homens, Perez tornou a personagem relevante novamente em uma clássica interpretação da qual ainda as pessoas vêem quando pensam na personagem, procurando explorar o papel dela como elo entre o mundo dos homens, trazendo igualdade entre as pessoas e não desejando que elas se submetam a vontade de ninguem, sejam de Deuses ou homens que pensam ser Deuses, e a definindo como uma personagem profundamente moral.


2) Brian Azzarello's Wonder Woman

Olhar pro passado é importante, mas para manter a contemporaneidade, é importante também olhar para o que acontece agora. Brian Azzarello nos traz novamente uma Mulher Maravilha calcada na mitologia, mas com personalidade e alguns elementos centrais fortemente diferentes: além disso, ela serve como porta de entrada para outras divindades dentro do Universo DC, tendo entre seus coadjuvantes deuses em si. Especialmente, por causa de sua nova origem, Diana tem que encarar os fatos, perigos e responsabilidade de ser uma semi-deusa entre homens, criando novas e refrescantes situações para a personagem. Essas histórias poderiam moldar o mundo ao redor dela e seus ricos coadjuvantes para um projeto live-action, não só introduzindo-a num Universo DC mas mostrando um mundo fechado aonde ela possa existir.


1) Wonder Woman: Odyssey

Escrita por J. Michael Straczynski e Phil Hester, eu pessoalmente considero 'Odyssey' o 'All Star Superman' da personagem, com uma história que reúne todos os elementos que fazem a Mulher Maravilha ser, bem, maravilhosa, dentro de uma história (meio que) sem amarras cronológicas com o resto do DCU. Mostrando a Ilha Paraíso sendo massacrada por um misterioso exército, as Amazonas vivem hoje em dia escondidas entre nós, em nossa sociedade, tendo Diana como aquela que poderá manter a tradição Amazona viva para as próximas gerações. É diferente da origem clássica? É mas de certo modo muitos elementos do que Azzarello faz foram tirá-dos dali, além de (como dito anteriormente) contem em uma história fechada todos os elementos principais da personagem, que podem não somente servir para construir a personagem no filme mas também dar algumas idéias de como encaixá-la em nossa sociedade junto com as histórias anteriormente citadas.


E é isso pessoal. Se o filme nunca sair (esperamos que aconteça o contrário), pelo menos vocês terão boas leituras. Vejo vocês na próxima!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

'Batman/Superman': o que esperar do filme?

Editorial feito por Diogo Oliveira. Escrito originalmente pro Batmania Rio.



A San Diego Comic Con no dia 20/07/2013 marcou o momento na história da Cultura Pop quando Zack Snyder entrou no legendário Hall H e fez todo mundo ir a loucura ao redor do mundo com o anuncio de que a sequencia de 'Homem de Aço' iria reunir pela primeira vez (oficialmente) em live-action Batman e Superman. Após o momento de euforia, uma serie de duvidas (pelos motivos certos e errados) surgiram na cabeça de todos, e esse editorial vai tentar responder e/ou pensar sobre o que pode ser algumas delas a partir do que por enquanto sabemos e deixar claro certos pontos.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Review: The Wolverine


De acordo com o grande-e-poderoso Wikipédia, um Ronin é um samurai que não segue um mestre, e não tem um destino fixo. Não vai ser o tipo de pessoa que casa, tem filhos, se aposenta e fica velho. Tem um código de honra bem especifico e uma morte honrada é sua unica recompensa. No clássico 'Eu, Wolverine', feito pela parceria entre Chris Claremont e Frank Miller, vemos a passagem de Wolverine, do animal para o homem, e sua própria construção de honra. No fim das contas, Wolverine é sua própria espada, mestre de si próprio. E como essa história, sua relação com o Japão e o encontro do que ele é  afetará o personagem, e o universo cinematográfico dos X-men. Continua abaixo, com SPOILERS.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

'Man of Steel' e a reinvenção do Superman


Em 'Superman Returns', foi perguntado durante todo filme o porque do mundo precisar de um Superman. O filme tentou responder a essa pergunta, mas algo ficou claramente claro. O Superman do qual crescemos e com o passar do tempo todos achavam que era o definitivo, o de Christopher Reeve, não se encaixava no nosso mundo mundo cheio de áreas cinzentas. E isso automaticamente gerou uma reação nas HQs (o que de fato tem o Superman que realmente interessa), se perguntando como encaixar o Superman no contexto do mundo contemporâneo. Com os anos se passando, o reboot da DC Comics chegou, mostrando uma possibilidade disso porém sem abandonar os conceitos que fazem o personagem ser o personagem. Será que o filme dirigido por Zack Snyder, escrito por David Goyer e apadrinhado por Christopher Nolan conseguiu consolidar o que foi feito nos quadrinhos e realmente recriar o Homem de Aço para as futuras gerações? Contém SPOILERS:

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Review: 'Superman - Birthright'


O mundo sempre vai precisar de um Superman, isso é fato. E para isso, Superman sempre vai ter que se readaptar a era que vive, ao seu momento politico e o que acontece no mundo.E apesar de um dos grandes desafios é exatamente adaptar o supostamente ultrapassado Superman num contexto moderno, isso não signifique que já tenha sido feito antes, e muito bem, obrigado.Apesar de renegada durante um tempo, por muitos ainda considerarem 'O Homem de Aço' de John Byrne ainda como A origem do personagem (aparentemente um grande problema coletivo relacionado ao Superman, de limitação das interpretações), como 'O Legado das Estrelas', ou a originalmente 'Birthright', vai se sair na tentativa de recriar o herói de todos os heróis?

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Review: 'Superman: Earth One'


A linha 'Terra Um' foi criada pela DC Comics como uma linha de grapic novels com histórias totalmente fechadas e fora da cronologia das revistas normais da editora, dando oportunidade para que escritores e artistas possam recriam esse icônicos personagens uma nova voz e visual para um novo tempo. Após uma saída polêmica das revistas da Mulher Maravilha e Superman, o escritor J Michael Straczynski decide dar um novo olhar sobre o Superman, recontando um momento importante de seu passado por uma outra ótica. Mas depois da broxante 'Origem Secreta' de Geoff Johns erá que as origens de Superman poderiam ser recontadas de forma original e refrescante?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

'Arrow' e a celebração da Era de Ouro das Adaptações de Quadrinhos


'Arrow', a serie que adapta o personagem Arqueiro Verde da DC Comics, acaba de terminar sua primeira temporada, com uma ótima recepção de publico e critica. e se pararmos para pensar, isso foi feito contra todas as expectativas: o canal CW é mais conhecido por seus dramas adolescentes  por não terem nunca investido pesado em grandes produções e por Smallville, adaptação interessante de uma fase pouco explorada do Superman que começou bem e com boas intenções, mas se perdeu no caminho e claramente afetou a sua qualidade. Mas o que 'Arrow' fez para que se tornasse uma das series que devem definir como adaptar quadrinhos mainstreams para a TV? E o que ela diz sobre as adaptações de nossos heróis favoritos, independente da editora, que acontecem com tanta frequência hoje em dia? E o que ela pode significar para o futuro do Universo DC live-action? Confira abaixo minhas opiniões sobre isso:

Nem todos os personagens funcionam no cinema

Acho que esse tópico é algo que serve para outras coisas além de quadrinhos, mas no caso, comprova que que o publico está interessado em outros heróis com histórias interessantes e envolvente o suficiente para chamar a atenção dele. E a tendencia que isso vá a aumentar nos próximos anos, e não somente com personagens de editoras independentes, mas também das grandes. O próximo personagem que não é nem o Batman e nem o Superman e que pode aparecer  tendo sua própria serie é o Gladiador Dourado, que terá a mesma equipe de 'Arrow' sobre seus cuidados. Agente Coulson, que estreou nos filmes e depois foi para as HQs, também terá sua serie, com certos elementos estruturais em comuns com 'Arrow' (do qual falaremos mais na frente). E o Arqueiro Verde ainda teve uma certa vantagem de ter seus temas parecidos - mas não iguais- aos do Batman (que também iremos falar melhor disso a frente) e uma década de exposição em inúmeras series (LIga da Justiça Sem LImites, The Batman, Brave and the Bold, Smallville), o que convenhamos, facilita horrores de vender não somente a ideia a emissora mas também ao personagem.No geral, há outras mídias tão boas em contar as histórias desses heróis e vilões tão boas e tão marcantes quanto o cinema, e no futuro veremos isso ser fortemente explorado na televisão.



Fidelidade não só ao personagem...

O episódio piloto definitivamente não é um dos melhores da temporada, mas ele tem muito sucesso em somente não apresentar o personagem e seu universo para um publico mais geral, mas especialmente para o publico leitor dos quadrinhos do personagem.Apensar da persona mais seria (devido a missão-mote da temporada) de Oliver Queen, dava pra ver seu lado mais galanteador e bem humorado das HQs na persona criada para o playboy irresponsável, o lado Robin Hood + Batman que realmente influenciou o personagem no inicio de sua carreira, e especialmente, aquilo que acho que é a principal característica do personagem: a politica. Não estamos falando apenas de um hitman de bilionários, das pessoas ricas tentando de fato salvar a cidade antes da distorção por parte de Malcolm Merlyn, que acabou transformando isso em um plano dos "1% matar os 99%". temos basicamente a população mais rica da cidade tentando decidir o destino da mesma sem consultar a maioria, Isso é muito politico, muito pesado e remete a fase Dennis O'Neil do personagem, que abriu esse nicho na personalidade do personagem e de suas histórias e possibilitou que ele alcançasse vôos mais altos, e também a fase de Mike Grell, aonde o personagem chegou a sua "maioridade" em termos de tom e história.



...mas fiel também ao universo DC

Mas também a serie abraça o fato de ter todo um Universo DC para se trabalhar, tanto literalmente dentro da serie, como estruturalmente no roteiro e no desenvolvimento de personagens e história.Sabendo que isso se trata de uma adaptação de um personagem que tem várias histórias boas, mas não exatamente um elenco coadjuvante forte, ele acaba aderindo uma serie de elementos dentro do Universo DC e se tornando algo mais completo do que poderíamos imaginar, e com possibilidades de se trabalhar com uma serie de fatores que, se tivesse se prendido somente ao cânon meio limitado do personagem, não teria o mesmo impacto. Por exemplo, Malcolm Merlyn (John Barrowman) é uma especie de Bruce Wayne reverso, mas com objetivos e origem que encaixam bem não somente no cânon do Arqueiro verde, mas também no lado "complexo de deus" presente em inúmeros personagens da editora, além de mostrar a trama, relacionamentos e pensamentos de Moira Queen (Susanna Thompson) mostram um lado praticamente renegado da DC, que é de explorar a relação dos heróis com suas mães. E como a Caçadora (Jessica DeGouw) se desenvolveria num mundo (teoricamente) sem Batman, e ainda sim manter a sua essência  E esses é só alguns dos muitos exemplos que podemos citar sobre o que foi feito na serie.



Use as suas desvantagens ao seu favor

Seu canal é conhecido pelo excesso de drama, e normalmente se tratando de adolescentes para adolescentes, além de ser um canal que tem fama de não investir muito dinheiro em series de grande porte. Além disso, seu personagem pode e é facilmente comparado ao Batman, não somente ao estilo que você escolheu para a serie, como historicamente ele foi concebido como uma cópia do Homem Morcego. O que acontece? Você abraça isso. Você faz que os acontecimentos gerais no seriado deixe o conflito romântico realmente relevante, e sem medo de fazer uma serie para um publico um pouco mais maduro (porém não muito,a final, ainda é a CW, não a HBO). Você, no papel de produtor, briga para fazer a serie de maneira crível ao publico e força o canal a investir mais e evoluir. E as influências de Christopher Nolan? São claras, como em qualquer outro filme hoje em dia costuma fazer, mas vá na fonte do negócio, de respeitar seus personagem e não ter medo de investir sua ideia neles, especialmente se suas ideias na verdade abrangem não só o que Nolan fez mas as capacidades de fazer com a mídia da qual trabalha. Não que a serie tenha suas falhas ao longo do percurso (porque tem), mas ela chegou a um ponto que pode se orgulhar de ter feito tudo isso dar certo.



O melhor dos dois mundos

Se a Marvel nos cinemas é mais conhecida por seu universo compartilhado, e a DC (em seus bons filmes) é conhecida pela seriedade e pelo tom realista de suas obras, porque não tentar juntar os dois? Utilizando o esquema criado por Mike Grell, de manter um universo realista mas não impedir de mostrar que existe um universo compartilhado ali, mas dentro do que a serie foi  proposta. No fim das contas, 'Arrow' fez 1) provar que o "estilo Nolan" pode funcionar com  outros heróis 2) provar que o "estilo Nolan" pode funcionar em um universo compartilhado 3) que os fãs da DC podem ver mais de um herói e vilão fora do eixo Batman-Superman em um universo compartilhado de forma coesa e que atenda as necessidades do seriado (BEM diferente de Smallville) e que esses personagens ganhe as graças do publico (Caçadora, Roy Harper, Pistoleiro, Exterminador, Conde Vertigo e Arqueiro Negro, estou olhando para vocês).

Afinal, estamos falando da serie que até a Precursora eles deram um jeito de colocar

Poder aos fãs

Eu disse isso quando a serie estreou, e volta a repetir depois que a primeira temporada da serie acabou: o que aconteceu em 'Green Lantern',  não foi culpa da equipe criativa, foi da Warner. Marc Guggenheim e Greg Berlanti, que foram os escritores do filme do Gladiador Esmeralda, são os escritores e produtores (junto com Andrew Kreisberg) de 'Arrow' e mostraram que deixando os fãs que trabalham no bussiness e que tem amor real ao personagem tomarem as rédeas das adaptações de personagens, boas coisas acontecem e todos saem ganhando: estúdio, canal, produtora e especialmente os fãs. No fim das contas, temos um produto que agrada fãs e leigos das HQs, e ainda dá liberdade criativa para os escritores e diretores trabalharem esse personagens, sem desrespeitar do que eles realmente representam.



"Expansão Agressiva"?

Aqui entrando completamente na áreas das especulações e teorias da conspiração, o fato de não poderem (ainda) usar o Asa Noturna, o logo da Ferris Aircfract ser o mesmo mostrado no filme do Lanterna Verde, e o fato de ter um easter egg do Gladiador Dourado em 'Man of Steel' pode significar que na verdade o Universo Cinematográfico da DC está sendo construído debaixo de nossos narizes, e que 'Arrow' seria o passo inicial para isso acontecer? Escrevi melhor sobre isso no Batmania Rio, deem uma olhada por lá. Não estou dizendo que isso de fato vá acontecer, mas tudo é uma possibilidade nos dias de hoje.



Por hoje acabou pessoal. Espere muitos posts relacionados ao Superman nas próximas semanas. Até!