quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Review: Batman Ano Um: O Filme + DC Showcase: Catwoman

Publicado originalmente em: http://batmaniario.blogspot.com/2011/12/review-batman-ano-um-o-filme-dc.html


Review feito por Diogo Oliveira

Batman Ano Um é, sem sombra de duvidas, uma das histórias, se não A história, mais importante do Cruzado de Capa.Não só pela sua maneira original de ser contada, mas também por ter uma estrutura que permita qualquer personagem ser adaptavel a uma época sem ter que mudar seu roots por causa disso.Filmes como Batman Begins, Cassino Royalle de Martin Campbell e Star Trek de JJ Abrams utilizam muito bem a estrutur mostrada por Frank Miller, na época que ele era senil e um ótimo escritor, não um velho gagá facista.Este ano, a DC Universe trouxe a adaptação da clássica HQ em forma de animação, mas como ela se saiu?

Tenho o orgulho de dizer que a adapação dirigido por Sam Liu e Lauren Montgomery é quase cirúrgica no sentido que praticamente tudo foi transposto nas telas.Ver cenas icônicas do filme sendo transpostas a tela foi fantástico, e deixará qualquer Batfã com um sorriso no rosto.O ritmo das cenas de ação, e a crescente tensão gerada no filme faz ele funcionar como FILME, e não só uma simples adaptação.È emocional, é tensa, é engraçado, engloba os vários aspectos da revista original com um primor de qualidade, mesmo que em certos momentos o texto dos personagens tenha sido cortado em prol que ele fosse funcional como filme.Legal também foi o fato de terem mantido o filme nos anos 80, assim como pequenos easter eggs interessantes.

Mas o que deixa Batman Ano Um realmente interessante, seja ele como filme ou HQ, é que é uma história sobre James Gordon.è mostrado Batman e Bruce Wayne, mas você só consegue entende-lo e começar a gostar do cara a partir da comparação com James Gordon.Aliás, Batman Ano Um foi provavelmente a primeira HQ ue realmente explora todo o potencial desse incrível personagem que é James Gordon.E ter o fantástico Bryan Carnston (de Malcolm in the Middle,Drive e Breaking Bad) fazendo a voz de Gordon e dando a personalidade exata do personagem foi maravilhoso de se ver.Quero ver ele interpretando Gordon em live action algum dia.

Em relação ao trabalho de Ben McKenzie(The O.C) como Batman/Bruce Wayne, ele tem um tom de voz bom, mas no começo não soou tão bom na parte de narração, quando dublava o persongem direto ficou melhor, mas gradativamente foi pegando o jeito e fazendo um bom trabalho.Eliza Dushku como Selina Kyle/Mulher Gato fez uma interpretação competente, mas ela soube ser melhor explorada no curta metragem da personagem da qual ainda falarei nesse texto.

No final, tenho orgulho de dizer que o DC Universe conseguiu superar Under The Red Hood, do qual considero o melhor filme do Batman dessa linha de filmes animados, com um filme maravilho e uma adaptação forte e honesta da revista original.

NOTA: 9,5

DC Showcase: Catwoman
Aqui vai uma resenha curta do curta metragem da Mulher Gato.Os puritanos que reclamaram ela fazendo sexo (ou a ideia disso) nas atuais HQs vão ter um enfarto ao ver ela fazendo um extremamente sensual poledance.Seguindo a linha mais madura de Ano UM, e sendo uma história que se passa anos após dos eventos do mesmo, onde a Mulher Gato tem que enfrentar um perigoso traficante. O que ele trafica? Não contarei, mas tem ação e reviravolta na medida certa, e sem sair ou sobressair do estilo mostrado em Ano Um.Mulher Gato aqui é ladra de bom coração que a tornou uma das melhores anti-heroínas de todas, com um roteiro de ação bem escrito pelo mestre Paul Dini.

Nota:8,5

sábado, 3 de dezembro de 2011

5 contra 1: Melhores adaptações cinematograficas da Vertigo Comics


Depois de muita enrolação e falta de saco (e de tempo livre), finalmente vou escrever sobre os filmes que foram adaptados do selo adulto da DC Comics, a Vertigo. Aqui eu coloco os melhores e os motivos para eu achar isso. Se tiverem afim, o espaço de comentários está aberto a discussões saudaveis, ou seja, sem mimimi desnecesário, por favor .Então vamos a lista!

5- Stardust - O Mistério da Estrela (Stardust)
Filme dirigido pelo competente Matthew Vaugh (X-Men First Class, Kick Ass) da história original de Neil Gaiman e Charles Vess, Stardust é um conto de fadas que pega os elementos comuns do gênero e mostra de um jeito peculiar que só Gaiman consegue fazer. Apesar da falta de consideração do estúdio com o filme e a reclamação dos fanboys pela falta do Gore em algumas cenas, Stardust conseguiu ser uma ótima adaptação e um puta filme, que trouxe de voltar o clima dos filmes de fantasia oitentistas como Willow,Princess Bride, Labirinto e A Lenda.




4- Estrada para Perdição (Road to Perdition)
Estrada para a Perdição está aqui porque foi a primeira adaptação da Vertigo feito na "Era de Ouro" das adaptações de HQ. Além de ser mais um trabalho bem feito por Sam Mendes(Beleza Americana, 007:Skyfall), mostrou que: 01- Tom Hanks pode ser bad-ass 02- Quadrinhos não se resume a superpoderosos de colant 03- Quadrinhos podem ser adultos e serios, e devem ser levados a serio.Na época de seu lançamento chegou a ser chamado "a provavel primeira adaptação de HQ que pode levar o Oscar de Melhor Filme". Não ganhou exatamente esse prêmio, mas levou outros Oscars pra casa.



3- V de Vingança (V for Vendetta)
Não adianta chiar.Não adianta reclamar.É fato. V de Vingança foi a primeira adaptação pro cinema (depois de uma seria de falhas gigantes, como 'Do inferno' e 'Liga Extraordinária') realmente boa de Allan Moore.E como já disse na minha resenha do filme, o segredo do sucesso (em todos os sentidos) de V de Vingança não é adaptar literalmente a HQ, mas sim pegar a sua estrutura (que permitia sempre se modernizar/adaptar) e contruir algo baseado no que acontece na atualidade.Hoje em dia o filme se tornou tão cult quanto a HQ porque consegue ser funcional, e trazer de volta um gênero meio perdido em filmes de ficção ciêntifica: o de futuros distópicos, como Zardoz e Farenheit 451.



2- Marcas da Violência (A History of Violence)
Marcas da Violência é uma das celebres parcerias entre o diretor David Cronenberg e o ator Viggo Mortensen, que adapta a história do selo Vertigo Crime. Apesar de seu plot até ser meio simples, a força das interpretações e o modo como é trabalhado as situações é o que move o filme e hipnotiza o espectador. A transformação do personagem de Viggo, do pacato homem da casa ao assassino sangue frio, e as situações geradas a partir dái, são um primor em termos de narrativa e interpretação.





1- A Árvore da Vida (The Fountain)
Aqui temos um exemplo atípico em relação as outras posições. Darren Aronofsky não estava conseguindo fazer o filme sair, devido a inumeros problemas, seja ele de elenco, ou de grana ou os usuais braços de ferro com o estudio. A sua solução? Bater na porta da Vertigo junto com o artista Kent Willians e lá sua hsitória foi publicada.Depois de algum tempo, e já com elogios na bagagem devido a grapic novel, os problemas de Darren foram resolvidos e ele começou a fazer o filme. Fonte da Vida não está na primeira posição só por ser o melhor filme da lista, mas também por ser uma adaptação as avessas. Aronofsky curtiu a experiência e vai fazer a mesma coisa com seu proximo filme, Noah, lançando a grapic novel primeiro depois o filme.



Bem,é só isso. Até a próxima!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Da Prensa: DC + Aventura #4

Publicado originalmente em: http://blogclimax.blogspot.com/2011/11/da-prensa-dc-aventura-4.html


Devido a mais pura e completa preguiça, não postei um review sobre o ultimo DC+Aventura, mas agora estou aqui para tirar o atraso de vocês em relação a isso. Dessa vez, os heróis em destaque são a Liga da Justiça.

A Liga da Justiça não só é a maior equipe dentro do Universo DC, mas um marco nas histórias de HQs.Surgida durante uma revitalização (ou que hoje em dia chamariamos de "reboot") dos personagens da editora, a importância deles é tão grande que se não fosse pelo seu surgimento e sucesso, um certo editor não chamaria um cara chamado Stan Lee para criar uma equipe se heróis que rivaliza com a outra editora, fazendo surgir o Quarteto Fantástico e todo o universo marvel hoje conhecido. E toda vez que a DC vai fazer revitalizações em seu universo, a Liga da Justiça que carrega a bandeira e o reflexo dessas mudanças. Após seus anos mais dark, que acabou gerando a Crise Infinita, o escritor de livros Brad Meltzer foi o responsável pro recriar a equipe para esses novos tempos, e teve um time seleto de artistas para recriar a equipe a partir da santíssima trindade da editora:Batman, Superman e Mulher Maravilha.


No caso, a história mostra uma serie de reuniões do trio no passado e num possível futuro, definindo o papel e o momento que vivem em cada um.Superman é o positivista e que sabe a possibilidade de grandeza da equipe.Mulher Maravilha é o coração e consciência da equipe e Batman, como idealizador da ideia da equipe e o que mais sofre com os baques momentâneos que sofre, por tratar a Liga como mais um dos seus frutos de sua obsessão contra o crime.Em seus momentos felizes e tristes, em seus momentos de crescimento e queda e levaram ao racha definitivo, a ideia aqui não é só mostrar o renascimento da equipe, mas mostrar que, principalmente, eles são pessoas por trás dos mitos que salvam o mundo noite e dia, e que no momento que decidiram fazer a equipe eles se tornaram muito mais que heróis reunidos, criaram ali seu próprio sentido de família.E com a família, por mais que falhe, uma hora vocês voltam a se juntar, e sempre tentar melhora-lá.


Brad Maltzer trouxe uma pequena pérola dentro do seu bem escrito arco de histórias com momentos passados e futuros que, infelizmente, a maioria não aconteceu, mas que dentro de uma história fechada funciona muito bem.Tudo que você tem que saber sobre a Trindade, a Liga da Justiça e a DC estão ali, escritas por alguém que entende e ama esses personagens.Compre agora!

NOTA:9.5

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Especial: Cadernos do Festival do Rio 2011

Publicado originalmente no CLIMAX: http://blogclimax.blogspot.com/2011/10/especial-cadernos-do-festival-do-rio_31.html



Bem, estou de volta para dar uma leve comentada do que eu vi no Festival do Rio esse ano, pra fechar de vez o especial do site sobre o assunto.Vamos aos filmes?

Juan dos Mortos
Provavelmente um dos melhores filmes de zumbis da década e certamente o melhor filme de zumbis do ano.O diretor Alejandro Brugués consegue misturar horror gore, comédia, ação e acima de tudo, coração no filme que segue a cartilha básica e certeira de fazer um filme do gênero dar certo.Juan (Alexis Díaz de Villegas) é Cuba e Cuba é Juan, não tem como separar um do outro.E depois de passar o filme inteiro construindo lindamente a carga drámatica do filme, o final altruista de Juan misturada com uma citação fantástica de Frank Frazzeta me fez segurar as lágrimas pelo resto da semana.O primeiro filme de horror Cubano ainda por cima é um clássico instantâneo.

TrollHunter
TrollHunter poderia ser só mais um filme do estilo found-footage se não convertesse a sua propria natureza ao ponto de se transformar em documentário real sobre algo que (teoricamente) não existe.Acompanhamos a vida e os riscos de um Caçador de Trolls, e a responsabilidade e as consequências de querer que a verdade seja mostrada ao publico.Por mais que aparenta ser um found footage, ainda consegue ser um filme bem acima da média em comparação a outros conterrâneos de gênero.E uma diversão sem limites!

Vermelho, Azul e Branco
Já falei muito sobre Simon Risley, o diretor de terror que vem de uma recente safra europeia, da qual você vai se apaixonar instantaneamente.Você pode ler minha resenha do filme aqui.

Punk Na Africa
Um documentário que, para os fãs de rock, vai ser uma incrível descoberta de um bravo novo mundo.Mostrando as raízes punk surgidas na Africa do Sul, sua evolução até o ska punk e derivados, e sua relação delicada com a politica africana e sua ligação social e artística.Apesar de acabar meio do nada, ainda sim é um ótimo documentário.

A Coisa (2011)
E triste algo com um potencial tão bom ser jogado fora. Na intenção de ter contado um pedaço mal explicado do filme original (os Noruegueses), a nova versão da Coisa, mesmo selecionando temas do clássico do John Carpenter e do original 1951, se perde e fracassa em poder ser um ótimo filme por não se decidir se é um prequel do filme do Carpenter ou um reboot geral da franquia.As partes boas do filme: monstros realmente assustadores,grotescamente geniais.E Mary Elisabeth Winsted (que se saiu melhor dentro do filme), você nunca se cansa de ser linda, sua linda?

Attack the Block
Todo o hype em cima desse filme tinha um motivo, um ótimo motivo para falar a verdade. Attack the Block é o "Aventureiros do Bairro Proibido" Inglês, aquele tipo de filme que você vai amar ou odiar instantâneamente, que mexe com seus sentimentos sobre aqueles personagens desde a primeira cena.De racismo a amadurecimento precoce, aborda todos os temas propostos com uma qualidade impecável.E viva Moses!

Aqui é meu Lugar
Drama competente com seus momentos de comédia e drama muito bem equilibrados.Sean Penn ótimo como Cheyenne num filme onde o tema principal é que para amadurecer, você precisa aceitar que certas coisas tem que ficar para trás, e dentro da trama há inúmeros exemplos que ajudam a compor a trajetória psicológico do personagem de Penn.Espere pelo menos uma indicação de Sean para algum prémio importante.


Torrente 4 (em 3D)
A grande surpresa pra mim do festival é essa engraçadíssima comédia espanhola de um personagem que mistura Kenny Powers (da serie Eastbound & Down) com filmes do estilo 'Maquina Mortifera' e 'Um Tira Da Pesada'.Servindo como critica social, comédia escatológica e filme de ação, o quarto filme da serie chegou tarde ao Brasil.Santiago Segura já é um ator experiente em filmes que mexem com a cultura pop (por exemplo, ele fez Blade 2,Hellboy 2 e El Dia de La Besta) e fico muito feliz em ele ter um ícone para chamar de seu!

Drive
Warner, dá logo Mulher Maravilha pra esse cara fazer! Nicolas Refn já era um diretor foda, comprovado por filmes como O Guerreiro Silêncioso, Pusher e Bronson, mas artisticamente falando e até mesmo como filme, Drive é sua mais nova menina de ouro.Uma história até simples, mas extremamente bem contada e com seus pequenos detalhes que o tornam único.Ryan Gosling tem tudo pra se tornar o novo Clint Eastwood no sentido de ter apenas personagens fodões no currículo.

Batalha Real 3D- Especial de 10° Aniversário
Comemorando 10 anos do clássico filme japonês, foi decido fazer uma versão 3D para festejar o acontecimento, mas teve um grande preço a se pagar.A péssima conversão em 3D teve realmente poucos momentos em 3D além da qualidade visual do filme ficar parecendo a de um VHS.Mas de resto, continua com a mesma grande história (e ideias) de sempre: pegar o genero colegial japones, em que muitas vezes as tramas adolecentes são tratadas como situações de vida e morte, e realmente transforma-las em situações de vida e morte.

Lista Mortal
Em definitivo, o pior filme que vi no festival.Se no primeiro ato você se cansa de ver o dia a dia do personagens principal,ter mostrado menos coisas ali seria melhor. No segundo ato (onde descobrimos que ele é um matador de aluguel) e mostra ele trabalhando de fato é a melhor parte do filme, antes que as coisas começem a ficar estranhas demais dando o final sem noção do terceiro ato.

Take Shelter - O Abrigo
KNEEL BEFORE ZOD! Ok,ok, é cedo dizer, mas é indiscutivel que Michael Shannon é um ótimo ator, e isso se comprova cada vez mais como por exemplo neste filme, que relembra a boa época em que M Night Shyamalan realmente fazia filmes bons.Se em 'Corpo Fechado' o filme todo age como se fosse o primeiro ato de um filme de super hérois, 'Take Shelter' aje sobre esse mesmo principio caso fosse um filme catastrofe.

The Raid- Batida Policial
É triste ver que o povo que custuma ir ao Festival do Rio não conhecer muitos dos filmes de porradaria indiano/tailandeses, porque cada cena de filme gerou aplausos descontrolados da sessão que eu estava presente. The Raid (Batida Policial) é mais um ótimo filme de ação da terra do Sagat e certamente o melhor filme de ação do ano! Nessas horas que eu sinto falta de ver Tony Jaa nas telonas por aqui, mas Iko Uwais provou ser um substituto a altura do antigo ator, atual monge budista.Porradaria da boa!
Red State
Diferente de muitos por aí acham, não sou um daqueles que acha que o unico filme bom do Kevin Smith é o primeiro Balconista.Acho isso errado.Claro, teve alguns tropeços pelo caminho (Jersey Girl, Tiras em Apuros), mas tudo que ele fez de resto tinha um objetivo que no caso foi cumprido em cada função que os filmes tinham que contar.Mas encho a boca para dizer, e mais do que nunca com razão, que Red State é o melhor filme que o diretor já fez, o cala-boca definitvo para seus detratores. Dialogos afiados como a muito tempo não se via dentro dos seus filmes, uma direção acertadíssima, atuações ótimas, especialmente do Pastor Abin Cooper, feito brilhantemente por Michael Parks, completamente magnético na tela (terem passado a versão de Cannes me faz entender o quão triste foi pro Kevin tirar alguns pedaços do monologo), dentro de um filme onde vidas não são importantes no momento que você tem livre arbitrio para impor suas opiniões e desejos.Pra mim, um dos melhores filmes (se não O melhor) do Festival.

Na mostra Dario Argento, os filmes vistos foram:

Terror Na Ópera
Um dos clássicos oitentistas do Dario Argento, Terror na Ópera já mostra o gosto do diretor por óperas e grandes dramas.Novamente trazendo elementos do Giallo para dentro dos filmes de Terror, de certo modo neste caso o filme tem uma certa consciência de que é uma historia contada e que seu drama principal tem cenário e escalas certas para acabar, indo muito além da ideia de peça de teatro.E sou fã das bandas de metal que apareciam nesta época em seus filmes \,,/

Phenomena
Boa noticia: Jeniffer Connely sempre foi linda.Má noticia: ela nunca irá ficar com você.Phenomena entra em areas sobrenaturais e os retardados que ficaram tachando o filme (e o diretor) de trash não entenderam o que ele quis com esse filme: as contradições entre a beleza e a feiura, o lado animal e como o homem pode interferir com a natureza de maneira poética ou brutal.

O Gato de Nove Caudas
Um de seus primeiros filmes, Dario já mostra ao que veio trazendo o elemento de suspense dos Giallos de maneira não tradicional com um personagem cego estrelando o filme, além do reporter.A questão principal aqui é o que faria as pessoas a matarem: é algo instintivo, pré-determinado ou ocasional? Argento explora todos as possibilidades de respostas aqui.

O Retorno da Maldição-Mãe das Lagrimas
O final da trilogia das mães funciona bem como filme de terror, e ele sabe explorar muito bem seus sustos com um dos temas favoritos do Dario (Bruxas), fechando bem o final da trilogia. Mesmo eu nunca tido visto as duas primeiras partes, o filme final consegue funcionar bem como algo próprio.

Um Vulto na Escuridão
Sempre fui fã do Fantasma da Ópera, mais como conto de terror do que musical, e fiquei maravilhado ao saber que ele tinha feito sua propria versão da história.Dessa vez o Fantasma de auto-denomina um rato, um ser do submundo que não tem vergonha de matar quem ele acha que mereça, mesmo que as vezes as pessoa no caso não mereça.Além disso, ele é a forma fisíca, misteriosa, sexual e descontrolada do amor até então desconhecido pela artista feita pela competente atriz (e não só um rosto bonito) Asia Argento.

O Passaro das Plumas de Cristal
Aqui a arte é inspiração para assasinatos, para reconstrução de artistas e para situações de vida e morte envoltos no mistério de que existe muito mais que a gente ve num momento do que meramente pensamos.Como todo quebra cabeças,cruzadas ou qualquer tipo de jogo ele deve ser montado devagar, sempre analisando o que veio antes para tentar adivinhar o que vem depois, antes que seja tarde demais.

Por hoje acabei!Até a proxima!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Review: Lanterna Verde - Versão Estendida


Sim, estou de volta as postagens aqui,e sim estou falando novamente sobre o filme do Lanterna Verde. Apesar de não ter sido bem aceito por parte de alguns críticos, estou feliz com o resultado do filme, gostei dele, me diverti com ele, e como vocês podem ler no review que escrevi quando o filme saiu nos cinemas, tenho consciência de seus problemas.Com a Warner vendendo a tal versão extendida em sua versão em Blu Ray, o que de fato ela muda/ extende dentro do filme? Melhora ou piora a percepção em relação ao filme original? Continua abaixo.

Bem, no caso, os 8 minutos extras do qual o filme é preenchido são dominados por um flashback do jovem Hal Jordan (Gattlin Griffith), que tem seu pai, o piloto de testes Martin Jordan(Jon Tenney), como ídolo máximo.No caso a cena mostra a interação inicial entre os principais personagens do filme,a relação do jovem Hal com o pai e o acidente que mata Martin e que definirá a personalidade do crescido Hal Jordan (Ryan Reynolds) pro resto de sua vida. Basicamente, essa é a parte extendida, além da cena do já adulto Hal com seu sobrinho Jason (Dylan James) que ganha uma (importate) frase a mais na cena.

Já esperava que não tivesse mais cenas em OA e até mesmo em outros lugares, mas essas poucas cenas fizeram uma diferença abismal dentro do filme por corrigir um dos problemas da versão exibida para os cinemas: uma parte psicológica melhor trabalhada, especialmente em relação ao Hal Jordan.O filme agora tem toda uma explicação para o comportamento e imaturidade do personagem, dando melhor sentido a toda trajetória de maturidade como homem e herói que ele percorre.Define melhor Hal Jordan como uma criança grande que quer percorrer os caminhos do pai mas sem saber exatamente o que isso quer dizer.Com a chegada do anel e da tropa dos Lanterna Verdes em sua vida.

Ele não leva nada a serio, nem suas relações com sua a família e amigos, e nem a responsabilidade de ser um policial intergalático.Ele precisa ver que a situação deixa de ser brincadeira quando os problemas de ser um heróis vem a tona.O faz repensar sobre a vida, sobre o legado que ele quer carregar e sobre finalmente aceitar as responsabilidades de seu atos, e deixar de ser um garoto querendo agradar a memória do pai morto, finalmente podendo trilhar seu próprio caminho.

A cena inicial ajuda até mesmo a dar melhor credibilidade pra alguns personagens e cenas, como por exemplo Hector Hammond(Peter Sarsgaard), que mostra já desde pequeno sua difícil relação com o pai (Tim Robbins), deixando um paralelo bacana entre ele e Hal Jordan, especialmente na cena final dentro do hangar, em que Hal usa da própria imaturidade de Hector para derrota-lo.Até mesmo a cena do Hot Wheels (por mais propagandista que seja) e o fato de Hal se descontrolar durante a perseguição de caças é justificada agora, porque ele vê tudo isso no ponto de vista de um crianção, de alguém que quer amadurecer mas faz isso da maneira errada,e graças ao anel e de seu legado o permite essa mudança.

Bem, em resumo, para finalizar, a principal mudança na versão extendida do Lanterna Verde e dar "um coração" para um filme e um motivo psicológico que justifica as ações do personagem. O filme nunca foi planejado para ser tão denso quanto The Dark Knight mas também não tão leve quanto Quarteto Fantástico, e a nova versão do filme mostra exatamente o equilíbrio que ele não tinha na versão do cinema. 'Lanterna Verde' como filme, é descontraído, mas não vazio como muitos acusam, e pelo jeito o filme está sendo redescoberto e bem aceito (de acordo com as vendas no Home Video Americano) pelo publico. O personagem merece essa oportunidade.

Nota: 8.0

Vocês podem ler o meu detalhado review da versão de cinema (que complemente o novo review que vocês acabaram de ler) aqui.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Review: A Hora do Espanto (2011)


Os Garotos Perdidos.Buffy.Drácula do Copolla.Um Drink no Inferno.Blade. Provavelmente você não teria esses filmes se na metade dos anos 80 um cara chamado Tom Holland decidiu ressuscitar os filmes de vampiros, misturando o clássico com a cultura pop da época com o clássico cult 'A Hora do Espanto' que eu já falei por aqui. agora, durante a geração de Twilight, com sua lavagem cerebral feminina e sua completa distorção negativa da mitologia de monstros clássicos, o remake consegue ter a mesma importância e presença do original, relembrando ao grande publico que vampiros de fato querem sangue, não o amor retardado de adolescentes? Continue abaixo.

A premissa da história continua a mesma: Charlie(Anton Yelchin) descobre que seu novo vizinho, Jerry(Collin Farrel), é um vampiro.Mas dessa vez a posição dos personagem é bem, diferente. Charlie agora está com um novo ciclo social de amigos graças ao seu recém relacionamento com a garota popular do colégio Amy(Imogen Poots), o que afasta de seu único melhor amigo até então Evil Ed (Christopher Mintz-Plasse, eterno Mclovin em nossos corações), que suspeita dos assassinatos de colegas da escola que acontecem em sua vizinhança seja culpa da sede de sangue de Jerry.Após o próprio Charlie descobrir o fato, Jerry inicia uma perseguição maníaca atrás do garoto, do qual a única ajuda vem do mágico Peter Vincent (David Tennant, que já tem seu certificado de "sou foda" por ter feito o Doctor Who).

Charlie vive sempre tenso, não somente para tentar deixar a sua vida no momento perfeita do jeito que está, mas pela pressão de ser de certo modo "o homem da casa", já que seu pai o abandonou e ele vive só com sua mãe Jane(Toni Collette), que tem um papel maior neste filme em relação ao original,e ter que lidar principalmente com o fato da aceitação.

Aceitação é a palavra chave do filme.Aceitação de que ser diferente não é necessariamente é ser algo ou alguém ruim, que você você não precisa sacrificar o que gosta pra ser feliz,e aceitar suas fraquezas como modo de crescer.Charlie tem que ser o homem da casa e aprender que crescer requer certos sacrificios que ele tem que aguentar.

Os personagens que apresentam mais diferenças em relação aos originais são Evil Ed e Peter Vicent.Peter é um mágico rico de Las Vegas que tem seu passado ligado aos vampiros, e por conta disso ele se tornou um grande colecionador de artefatos de origem sobrenatural.Evil Ed dessa vez é bem melhor explorado do que o original, como sendo o amigo excluído que encontra no vampirismo a oportunidade de se tornar parte de algo.Jerry também ganha uma origem e funcionalidades menos clássicas e mais aprofundadas em outros estilos de vampirismo e mitologia, mas nada que estrague o resultado final.

O filme no geral consegue ser tão bom e tão importante para o gênero quanto seu original.Tanto que Tom Holland, criador e diretor do original, foi o roteirista desse filme e deixou a história muito bem atualizada, com a tecnologia a seu favor para deixar as cenas mais assustadores.Certas ligações entre Jerry e Peter foram um poucos forçadas,e a ultima cena do filme deu uma impressão de final meio "random" demais, mas não se engane, esse remake foi muito bem feito e merece ser visto com carinhos pelos fãs dos verdadeiros vampiros.

NOTA:9.0