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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Climatinê: Transformers 3 - O Lado Oculto da Lua

Publicado originalmente em: http://blogclimax.blogspot.com/2011/07/climatine-transformers-3-o-lado-oculto.html


Bem, muitos de vocês provavelmente não sabem, mas eu sou fã de Michael Bay e Transformers de longa data.Mas sei também que os filmes do Transformers não vão me revelar a verdade sobre a vida e do universo, mas sempre esperei um filme que saciasse minha sede como fã desses robôs gigantes.Depois do exagerado e cansativo Vingança dos Derrotados, deu certo ou não o filme? Vejamos abaixo (contém Spoilers!):

Bem, vamos a historia: anos depois dos acontecimentos do segundo filme, Sam Witwicky (Shia LaBeouf) está formado, morando em Washington DC e com nova namorada, Carly(Rosie Huntington-Whiteley), mas com dificuldades de encontrar um emprego e longe de Bumblebee, envolvido fortemente nas ações no NEST(aliança do exercito americano com os Autobots) atrás de Decepticons e resolvendo problemas secretamente mundo afora.O problema começa quando Optumus Prime (voz do grande Peter Cullen) encontra Shockwave, um Decepticon que protege um equipamento que faz parte de uma nave onde Sentinel Prime, antigo lider dos Autobots, guardava um objeto que poderia definir o curso da guerra em Cybertron.O problema é que o governo dos Estados Unidos já sabia que a nave de Sentinel Prime(voz d'O Cara, Leonard Nimoy) havia caido na lua, fato esse que gerou a famosa corrida espacial.A partir desses acontecimentos, ninguem suspeita que a vitória pro lado dos Decepticons esteja mais proxima do que eles imaginam...
Em relação a história, achei até aqui a mais bem amarrada dos 3 filmes,tanto pro lado dos humanos quanto pro lado dos robôs, apesar de ter alguns buracos e problemas, mas não em escala tão absurda quanto nos ultios filmes da serie (especialmente a do ultimo).Muitos podem pensar que "os Decepticons poderiam ter usado isso desde o começo" mas no momento que eles não tinham A Matriz da Liderança para ressucitar o Sentinmel, eles não teriam como colocar os pilares que iriam trazem Cybertron a nossa galaxia.Alias, o plot twist de que Sentinel era um traidor foi realmente algo que não esperava, aumentando ainda mais o impacto com o assasinato de um dos fanfavs, Ironhide.Outro negocio que adorei foi como Megatron foi retratado nesse filme, sendo o papel de "Fallen" dentro da trama, como literalmente sendo a versão distocida e caida de Optimus Prime.

A interação Transformers/NEST também melhorou muito neste filme, dá pra ver como eles realmente ficaram unidos, não só como amigos mas como soldados.E o plano envolvendo humanos pelo menos pra mim foi bem mais amarrado e fluiu mais naturalmente que o plot dos dois ultimos filmes.Nessa parte o personagem de Patrick Dempsey, Dylan, é importante, porque é a empresa dele que mantem a presença dos Deceptcons na Lua escondida da humanidade.Alias, esse filme utilizou muitos elementos bacanas da mitologia dos Transformers: Ark, o Portal Dimensional do Filme Animado.

Em relação a Sam, o elo humano principal na franquia, achei que a forma que ele foi retratado neste filme ficou melhor que nos dois ultimos, distanciando um pouco do estilo Amblim imposto por Spilberg.No caso ele acabou a faculdade, está namorando uma modelo da Victoria Secret, mas está enfrentando problemas para arranjar emprego e se sustentar, se sentir bem e importante com as coisas que faz, se tornar finalmente independente e crescer como pessoa.Talvez por em parte também estar passando por esse período que minha identificação com o personagem desta vez foi mais forte.

Mas agora vamos as desvantagens.Quando é de agrado a historia, personagens aparecem e desaparecem sem motivo algum para que a trama siga adiante.Rosie Huntington-Whiteley, apear de se esforçar pr mostrar seus dotes como atriz, é mostrada gratuitamente como um pedaço de carne o filme ( que em certas partes chega a ficar engraçado).Muita gente pode reclamar da volta de Wheelie,um dos Kitchenbots, mas nesse filme ele está muito mais agradavel que sua versão tarada em 'Vingança dos Derrotados' e com algo a fazer no filme.Sobre os possiveis esterotipos, há presença da Ferrari italiana Dino e dos Carros da Nascar Australianos não vão te aborrecer como os Gêmeos, especialmente porque eles são pérsonagens bem melhores do que a dupla irritante do filme anterior.

Algo que deve se comentar também é a ação, especial na parte final em Cgicago, que te deixa com uma sensação foda de "FUDEU!" durante boa parte do final.As cenas não chegam a ter a escala absurda the "Fallen" mas são muito bem feitas e te empolgam, mesmo que Michael Bay tenha reciclado a sequencia de 'A Ilha' na pereguição da auto-estrada.Uma coisa que particulamente gosto desse filme é do fato que, desta vez, a omissão de certas cenas mostrando alguma coisa não signifique que aquele elemento não seja explicado, sendo que há pequenos detalhes que indicam o porque daquilo acontecer.

Por exemplo: todos os Deceptcions que ainda estavam vivos e passaram pelo portal morreram sugados pelo buraco negro, porque foi rastreado seu traço de energia.O fato do filme acabar meio do nada (estilo anos 80) vai fazer as pessoas reclamarem, mas francamente, não havia muito a ser mostrado ali.E achei que Shockwave teve uma participação menor do eu esperava, mas tinha o DunaBot para compensar, então digamos que ele impos respeito.

No fim das contas, Dark of The Moon é um filme com suas escala controlada, uam roteiro mais enxuto, sabendo exatamente o que quer mostrar.Continua sendo divertido, continua tendo uma ação bacana, só que a diferença desses para os outros é que é o filme que você como fã vai mais curtir.

NOTA: 8.0

OBS: Um recaptula dos dois primeiros filmes da serie está no meu blog, dêem uma visita lá depois.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Climatinê: Pânico 4

Review feito por Monitor. Publicado originalmente em: http://blogclimax.blogspot.com/2011/04/climatine-panico-4-por-monitor.html



Pânico nos anos 90 se tornou um classico do gênero de horror por se aprofundar nas questões que constroem o gênero de maneira descontraida e, porque não, pop.Numa época onde essa mesma cultura pop começa a perceber seu real poder e importância, Pânico foi um desses filmes que culminou por mostrar como a geração daqueles dias via os filmes e a cultura ao redor deles. Então, o que esse novo Pânico trás, depois de 12 anos desde o ultimo filme, o que ele acresenta? Nada. E é por esse motivo que o filme é genial.

Antes de mais nada, vamos a sinopse: Sidney Prescott (Neve Campbell) agora é autora de um livro de auto-ajuda, e retorna para Woodsboro na última parada de sua turnê para promover o lançamento. Lá, ela reconecta-se com o xerife Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox) - agora casados, assim como sua prima Jill (Emma Roberts) e sua tia Kate (Mary McDonnell). Infelizmente, o retorno de Sidney também traz Ghostface(de volta com a voz do Macaco Louco, Roger Jackson) de volta, colocando Sidney, Gale e Dewey, junto com Jill, seus amigos e toda a cidade de Woodsboro, em perigo. Inspirado em vários filmes de terror, o assassino retorna, mas desta vez, as regras são baseadas em remakes de filmes.

Se a trilogia original focava como um filme de terror funciona em sua estréia e suas sequências, agora ele mostra o funcionamento dos remakes e o objetivo disso de ser a nova versão "oficial" para novas audiências, recriando os passos do classico, mesmo que isso não tenha o mesmo sucesso do que o original. O filme mostra também as facilidades de hoje em dia qualquer um fazer seu filme (de terror) virar realidade e fazer que essas mortes sejam vanglorizadas, sem ser levadas a serio, indicando também outra critica de Wes Craven: se algo se extende por tempo demais,(neste caso) a sensação de terror se perde, e tudo vira um looping de repetições, a novidade se perde.

O filme não trás exatamente novidades, já que os acontecimentos são os mesmos do primeiro Pãnico, e dái vem o golpe de mestre de Wes Craven: ele fez um filme fraco de proposito só pra comprovar aquilo que todo mundo já sabia: remakes são uma bosta.O filme é todo sobre isso,e não se leva a serio para trazer o tema a tona."Stab" ainda é relembrado em mini-festivais de terror, mas todos estão excitados com os velhos-novos atentados.Gale vê a volta das mortes na cidade como oportunidade a voltar a ser jornalista e automaticamente voltar a ser util. O unico que não quer mudanças no caso são Sidney, finalmente em paz consigo mesma e ajudando pessoas que também enfrentaram problemas serios, e Dewey, confortavel na posição de Xerife de cidade pequena.

Temos na parte jovem do elenco espelhos exatos e modernizados dos personagens do primeiro filme, com a diferença que partes deles já sabem das regras, e também com algumas inversões e homenagens de detrás das cenas que só os fãs da serie entenderam.No final das contas, Wes Craven não pode ter feito um grande filme, mas provou ter bolas por ter feito um filme abaixo da média só pra comprovar uma teoria.E isso merece ser respeitado e torna a experiência de ver o filme melhor ainda.

Nota:7,5