segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Short Reviews: Robert Plant / Viper + Kiss (Rio de Janeiro - 2012)

Publicado originalmente no Rio Metal Blog.

Dois shows de dois ícones do rock’n’roll acontecerem no HSCB Arena (Rio de Janeiro) com um mês de diferença, entre os dias 18 de outubro e novembro, tivemos oportunidade de conferir as duas apresentações e mostrar a vocês o que rolou lá.


O primeiro show que aconteceu lá foi o lendário vocalista do Led Zeppelin, acompanhado pela banda “The Sensational Space Shifters”, que tocaram várias musicas dos anos 60 e 70, além de claro Led Zeppelin. Mas quem veio ao show pesando que apenas iria ver um show de rock ou (como se passa na cabeça de muitos fãs) ver um show do Led Zeppelin, se saiu redondamente enganado.

Porém, o que se viu ali foi uma aula de musica surpreendente, com rearranjos de algumas musicas, (inclusive as do Led) uma pegada mais folk com fortes influencias de outras culturas, especialmente as africanas e as celtas. O tipo de show que é inesquecível, seja para os fãs de rock ou de musica em geral.

Setlist Jimmy Page & The Sensational Space Shifters
1- Fixing to Die (cover de Bukka White)
2- Tin Pan Valley
3- 44 (cover de Howlin' Wolf)
4- Friends (Led Zeppelin)
5- Spoonful (Howlin' Wolf)
 6- Somebody Knocking
7- Black Dog (Led Zeppelin)
8- Bron-Y-Aur Stomp (Led Zeppelin)
9- The Enchanter
10- Another Tribe
11- Ramble On (Led Zeppelin)
12- I'm Your Witchdoctor (John Mayall & The Bluesbreakers)
13- Who Do You Love / Whole Lotta Love / Steal Away / Bury My Body (medley)

Bis:
14- Going to California (Led Zeppelin)
15- Gallow's Pole (Led Zeppelin)
16- Rock and Roll ( (Led Zeppelin)


O show de abertura do Kiss foi da banda Viper, a primeira banda do qual o vocalista André Matos participou e que teve um sensacional retorno esse ano, sendo que esta abertura seria um dos últimos shows dessa reunião. Como perdi o show completo deles em julho, estava empolgado em vê-los, nem que seja por um pouco de tempo. E não fui decepcionado.

André Matos envelheceu e obviamente sua voz passou por mudanças, mas ele ainda consegue fazer o que sabe de melhor sem que isso interfira em sua performance. Apesar de ter tocado porca coisa do álbum ‘Soldiers fo Sunrise’, a trinca Prelude to Oblivion/Living for Tonight/Rebel Maniac animou a todos, fechando com ‘We Will Rock You’ do Queen, completando a missão de fazer um ótimo show de abertura antes do maior espetáculo da Terra.

Viper setlist
01- Soldiers of Sunrise
02- At Least a Chance
 03- Cry for the Edge
05- Prelude to Oblivion
06- Living For Tonight
07- Rebel Maniac
08- We Will Rock You (Queen cover)


Não importa se o roteiro do show possa ser repetivo, ou outras reclamações que certas pessoas possam colocar: Kiss ainda é o maior espetáculo da terra (e um dos últimos) e merece ser visto todas as vezes, pois todas elas certamente serão fantásticas. Um fator diferencial e marcante é que desta vez, por ter sido feito em um local fechado, tivemos oportunidade de termos o show completo, coisa que a chuva em 2009 não permitiu. Ou seja, tivemos Gene Simmons “voando” para tocar ‘God of Thunder’ na parte mais alta do palco e Paul Stanley fazendo a tirolesa para tocar ‘Love Gun’ no meio do publico.

3 musicas do fantástico novo álbum, ‘Monster’, foram tocadas, entre elas ‘Outta of this World’, dando a Tommy Thayer uma musica/identidade própria no palco ao seu Space 2.0. Outras adições bacanas do setlist foram ‘War Machine’ e ‘Psycho Circus’, que tem tudo para se tornar fixas nas próximas turnês. A banda mais tava alinhada (e aparentemente unida), o espetáculo estava excepcional como sempre, garantindo que quem pagou o (caro) ingresso saísse muito satisfeito querendo mais. No fim das contas, Kiss não desapontou as altas expectativas de seu exercito de fãs.


Kiss setlist
01. Detroit Rock City
02. Shout It Out Loud
03. Calling Dr. Love
04. Hell Or Hallelujah
05. Wall of Sound
06. Hotter Than Hell
07. I Love It Loud
08. Outta This World
09. Tommy Thayer & Eric Singer solos
10. Gene Simmons solo
11. God of Thunder
12. Psycho Circus
13. War Machine
14. Love Gun
15. Black Diamond Bis:
16. Lick It Up
17. I Was Made for Lovin’ You
18. Rock and Roll All Nite

É só isso, até a próxima!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Palavras a 100 p/hora: "Passado" e Futuro de Star Wars


Bem, desenterrei o 'Palavras a 100 p/hora', onde eu trato de assuntos delicados onde a maioria caga regra e/ou é extremista para o bem e para o mal, mas sem todos as coisas chatas das quais acabei de citar, apenas a boa e direta opinião minha para os 5 leitores frequentes e interessados deste blog. Na verdade sempre tive vontade de falar sobre os prequels de Star Wars, que correspondem do Episódio I a III, mas devido a chocante notícia que a Disney comprou a LucasFilm e deixou engatilhado uma nova trilogia de filmes inciada com o Episódio VII em 2015, muito precisa a ser dito (e analisado) sobre o que Star Wars é, era e poder ser no futuro. Mas sem as orelhinhas do Mickey, por favor.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Review: Batman - O Filho do Demônio

Publicado originalmente em Batmania Rio. Review feito por Diogo Oliveira.



O clássico de Mike W. Barr e Jerry Bingham acaba de ganhar uma ótima reimpressão brasileira e vamos fazer o review dela agora para vocês! será que o clássico sobreviveu ao teste do tempo? Confira abaixo!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

5 contra 1: HQs para ler antes de Arrow


Estamos de volta com o '5 contra 1', posts que eu faço quando eu não tenho tempo de escrever algo mais longo do que eu queria sobre um assunto que eu queria falar muito.E nesta semana trago 5 fases essenciais para você se preparar e entender o que será construído em 'Arrow', a nova série de TV do Arqueiro Verde que promete fazer você esquecer que Smallville um dia existiu. vamos a eles abaixo:

5- Green Arrow: Brightest Day 
Pessoalmente um arco favorito meu, por explorar de maneira diferente o que se trata o personagem: depois da destruição de Star City causada por Prometheus em 'Cry For Justice', Deadman e seu Anel da Tropa dos Lanternas Brancos ressuscita a cidade como uma imensa floresta, onde alguns dos moradores ainda vivem lá, além de armazenar uma enorme quantidade de energia Branca. Queen tem que proteger parte da população que vive na floresta, enquanto enfrenta a ameça externa de quem quer possuir o Poder contido lá presente e a ameaça da derrubada do local e reconstrução da cidade pelo novo (e corrupto) presidente das Industrias Queen.


4- Green Arrow: Year One
Da mesma equipe que revitalizou 'The Losers' para a Vertigo, Andy Diggle e Jock pegaram os melhores elementos do personagem de várias décadas diferentes (muitas delas mostradas aqui nessa lista) e influ~encias de filmes de ação oitentistas (coisa que Diggle é especialista) para recriar a imagem de Oliver Queen: de um bilionário apático ao caçador de seu próprio destino, .Muito do que a série é foi baseada nesta revista, então podemos classificá-la como leitura essencial!


3- O'Neil/ Adams' Green Lantern & Green Arrow
Se vamos começar com algo, que seja com os clássicos! Hal Jordan e Oliver Queen entram numa van e rodam a América para descobrir sua verdadeira face, entrando até então nas revistas mais adulas e maduras de sua época: preconceito, drogas, política, religião, todos os assuntos eram debatidos ali e ajudaram a moldar o caráter do Oliver Queen que conhecemos hoje.


2- Green Arrow vol 3 (2000-2008)
Depois da morte de Oliver e de seu filho Connor Queen assumir o manto, Kevin Smith traz de volta Queen dos mortos injetando novidades e revitalizando o personagem para as próximas gerações. Seja colocando novos vilões, como Onomatopeia, ou aumentando as fileiras de aliados, como a Ricardita, Smith botou o personagem encarando as mudanças do Universo DC e de suas próprias ao voltar dos mortos. Enquanto Brad Meltzer procurava recolocar o revigorado Oliver Queen de volta ao Universo DC, Judd Winnick foi além, colocando o personagem como prefeito de Star City, e enfrentar as vantagens e consequências de estar nos dois lados da lei, fazendo-o casar com a canário negro e explorando o fato de Ricardita ser HIV positiva.


1- Mike Grell's Green Arrow
Considerado por muitos (e com razão) a melhor interpretação do Arqueiro Verde, Mike Grell nos trás um Oliver Queen mais maduro, porém ao mesmo tempo cansado e extasiado pela ideia de combate ao crime.Um caçador, um suicida, um herói que busca no combate ao crime exatamente um motivo para parar de ser um vigilante, mas não consegue: a vontade de ajudar a fazer o bem fala mais alto.Até mesmo pela maduridade das histórias, essa versão do Arqueiro Verde pouco se misturava com o resto do UDC, tirando personagens mais urbanos, como por exemplo Batman e Questão. Dá pra perceber pelos videos liberados que muito da personalidade de Oliver Queen e do clima geral em 'Arrow' foi tirada de Mike Grell, e isso é um ótimo sinal!


Bem, por hoje acabou, tentarei postar o review do primeiro episódio de Arrow no fim de semana. até a próxima!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Review: Dredd 3D


A ultima vez que o maior personagem dos quadrinhos ingleses apareceu na telona, tinha um sério problema. Visualmente era impecável, mas faltava algo ali. No fim das contas, seja pelo estilo hollywoodiano que a história tomou, seja para atingir um publico mais amplo, o filme acabou não dando certo, nem com o grande publico e nem com os fãs.Mas isso não acontece com 'Dredd 3D', em definitivo.Honesto, direto, sem frescuras e sendo uma adaptação perfeita de tudo que Dredd é e representa. Saiba mais abaixo:

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

5 contra 1: Diferentes Versões do Juiz Dredd


Ainda embalado pela chegada do novo filme do Juiz Dredd, separei este pequeno '5 Contra 1' falando das interpretações mais interessantes (ou não) e mais conhecidas (ou não) do personagem. Então, confira abaixo a lista:

5) Sylvester Stallone's Judge Dredd
O primeiro filme que mostrava de fato o personagem para um publico mainstream teve efeitos especias bacanas e um nome de peso no papel principal, apesar de que como filme eu pessoalmente nem posso opinar muito pois faz tanto tempo que eu não o vejo que nem me lembro direito. Mas visualmente era igual a HQ, tínhamos Rob Schneider fazendo a pior interpretação possível do Fergee (como um alivio cômico), Dredd sem capacete, um robô fodão chamado ABC Warrior e Armand Assant como Rico Dredd.





4) Judge Dredd: Lawman from the Future
Influenciado pela grana que o filme do Dredd poderia dar, nos anos 90 foi criado uma terceira revista para Juiz Dredd, mas com um imenso diferencial em relação as outras: ela teria de ser mais acessível, ou seja, a quantidade de sangue e mortes teria que cair bruscamente.Bastante influênciada pelo filme com Sly e considerada pelos fãs e críticos como "a versão sem bolas do Juiz Dredd", a revista teve pouco tempo de duração, apenas 1 ano.


3) Heavy Metal's Judge Dredd
Se "Lawman from the Future" era a versão mais soft de Dredd, a visão do personagem sobre a estética da lendária revista 'Heavy Metal' era o extremo oposto: sexo, violência, gore e Simon Bisley da melhor qualidade. Escrito por gente da mesma equipe do 2000AD, como Alan Grant e John Wagner, teve 8 partes e saiu à algum tempo em versão encadernada.


2) DC Comics' Judge Dredd
1995 foi realmente um ano de (tentativa) de expansão para Dredd, tanto que a DC Comics não somente adaptou o filme em HQ mas publicou histórias inéditas do Juiz nos Estados Unidos a partir de 1994.As histórias eram escritos pelo criador do selo Paradox, Andy Helfer, e tinham algumas mudanças pesadas em relação a versão do 2000AD (como por exemplo ter Juiz Fargo como vilão).Depois de 18 edições, veio mais 13 edições na série 'Legends of the Law', que se aproximava mais do estilo e da cronologia da versão da 2000AD.


1) Hardware
A primeira adaptação de uma história do Juiz Dredd para outra mídia não foi o filme com Stallas.'Hardware' foi baseado em uma história publicada em 'Judge Dredd Annual 1981', após 'A Saga da Terra Amaldiçoada", chamada 'SHOK! Walter's Robo-Tale' (de Steve MacManus and Kevin O'Neill), onde assim como o filme, temos um mundo devastado por um ataque nuclear, em que um andarilho do deserto acha pedaços de um robô (que na HQ era um androide de combate que participou na batalha final do 'Cursed Earth Saga', mas no filme não tem ligação alguma com o universo de Dredd) e é vendido a uma mecânica que depois de ter reconstruído foge da fúria assassina do robô. Na época de seu lançamento a 2000AD acabou processando os produtores por plágio, mas logo depois foi assumido por eles que o longa metragem foi inspirado pela história da HQ, tendo McManus e O'Neil ganhando legalmente algum crédito por isso. Você pode ler a história original completa aqui e o trailer do filme abaixo:




Acabou por hoje. Sexta Feira: DREDD 3D!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Enciclopédia Histórica Básica do Juiz Dredd


Bem, com o novo filme do Juiz mais casca grossa de Mega City 01 chegando, decidi fazer essa pequena enciclopédia sobre tudo que você deve sobre o personagem. Aonde ele é publicado, por quem foi criado, quem vive em seu mundo, seus principais aliados e inimigos. Então clique abaixo AND BEWARE, CREEPS!